segunda-feira, 29 de março de 2010

TORRADAS QUEIMADAS

TORRADAS QUEIMADAS!
Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.
Naquela noite longínqua, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado. Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:
" - Amor, eu adoro torrada queimada..."
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:
" - Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro!"
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros. Essa é a minha oração para você, hoje. Que possa aprender a levar o bem ou o mal colocando-as aos pés de Deus. Porque afinal, Ele é o único que poderá lhe dar uma relação na qual uma torrada queimada não seja um evento destruidor."
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos. Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa, mas no seu próprio. Veja pelos olhos de Deus e sinta pelo coração dele; você apreciará o calor de cada alma, incluindo a sua.
As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir.
(autor desconhecido)

Que eu consiga sempre fazer o bem, que quem passe ao meu lado possa pelo menos sorrir...
Namastê,
Nicole

quarta-feira, 24 de março de 2010

Stairway To Heaven

Stairway To Heaven
Escadaria Para o Paraíso
There's a lady who's sure all that glitters is gold
Há uma senhora que acredita que tudo o que brilha é ouro
And she's buying a stairway to heaven
E ela está comprando uma escadaria para o paraíso
And when she gets there she knows if the stores are all closed
Quando ela chega lá ela descobre que se as lojas estiverem todas fechadas
With a word she can get what she came for
Com apenas uma palavra ela consegue o que veio buscar
Oh, and she's buying a stairway to heaven
E ela está comprando uma escadaria para o paraíso
There's a sign on the wall but she wants to be sure
Há um cartaz na parede mas ela quer ter certeza
'Cause you know sometimes words have two meanings
Porque você sabe que às vezes as palavras têm duplo sentido
In the tree by the brook there's a songbird who sings
Em uma árvore a beira do riacho há um rouxinol que canta
Sometimes all of our thoughts are misgiving
Às vezes todos os nossos pensamentos estão errados.
(2x)
(2x)
Oh, it makes me wonder
Isto me faz pensar
There's a feeling I get when I look to the west
Há algo que sinto quando olho para o oeste
And my spirit is crying for leaving
E meu espírito chora ao partir
In my thoughts I have seen rings of smoke through the trees
Em meus pensamentos tenho visto anéis de fumaça atravessando as árvores
And the voices of those who stand looking
E as vozes daqueles que ficam parados olhando
Oh, it makes me wonder
Isto me faz pensar
Oh, and it makes me wonder
Isto realmente me faz pensar
And it's whispered that soon, if we all called the tune
E um sussurro avisa que em breve se todos entoarmos a canção
Then the piper will lead us to reason
O flautista nos levará à razão
And a new day will dawn for those who stand long
E um novo dia irá nascer para aqueles que suportarem
And the forest will echo with laughter
E a floresta irá ecoar gargalhadas
Woe, oh
Woe, oh
If there's a bustle in your hedgerow
Se há um alvoroço em sua horta
Don't be alarmed now
Não fique assustada
It's just a spring clean for the May Queen
É apenas limpeza de primaveril da rainha de maio
Yes there are two paths you can go by
Sim, há dois caminhos que você pode seguir
But in the long run
Mas na longa estrada
There's still time to change the road you're on
Há sempre tempo de mudar o caminho que você segue
And it makes me wonder
E isso me faz pensar
Oh...Oh
Your head is humming and it won't go, in case you don´t know
Sua cabeça lateja e não vai parar caso você não saiba
The piper's calling you to join him
O flautista te chama para você se juntar a ele
Dear lady can you hear the wind blow and did you know
Querida senhora, pode ouvir o vento soprar? e você sabia
Your stairway lies on the whispering wind
Sua escadaria repousa no vento sussurrante
And as we wind on down the road
E enquanto corremos soltos pela estrada
Our shadows taller than our souls
Com nossas sombras mais altas que nossas almas
There walks a lady we all know
Lá caminha uma senhora que todos conhecemos
Who shines white light and wants to show
Que brilha luz branca e quer mostrar
How everything still turns to gold
Como tudo ainda vira ouro
And if you listen very hard
E se você ouvir com atenção
The tune will come to you at last
A canção irá finalmente chegar a você
When all are one and one is all, yeah
Quando todos são um e um é o todo
To be a rock and not to roll
Ser uma rocha e não rolar
Oh
Oh
And she's buying a stairway to heaven
E ela está comprando uma escadaria para o paraíso...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Erros...

Aquele que consegue olha pra si, enxergar seus erros e ter a humildade de reconhece-los já é um vencedor, está no caminho da evolução.
Enquanto for mais fácil se fazer de vitima ou tentar achar possíveis culpados para seus erros...eis alguém que ainda tem um longo caminho a trilhar.
Namastê,
Nicole

Deixo aqui o texto do perfil do orkut de uma amiga minha... sábias palavras....

Eu sou os meus sentimentos.
Eu sou os meus pensamentos.
Eu sou os meus princípios.
E finalmente, eu sou meus atos.
Todas minhas qualidades e defeitos existem por que assim permiti. E todos meus erros foram parte importante do meu processo que me trás até aqui, visto que se nunca tivesse errado, dificilmente comprenderia a profundidade e a beleza do certo.
Muitas pessoas dizem que você é responsável por seus atos.
Eu digo que você é responsável por quem você É. (By melissa)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Descoberto o segredo das mulheres no banheiro


Este texto é MARA, não sei a autoria, mas é a maior verdade deste mundo...


Descoberto o segredo das mulheres no banheiro
O grande segredo de todas as mulheres com relação aos banheiros é que quando pequenas, quem as levava ao banheiro era sua mãe. Ela ensinava a limpar o assento com papel higiênico e cuidadosamente colocava tiras de papel no perímetro do vaso e instruía:
"Nunca, nunca sente em um banheiro público"
E, em seguida, mostrava "a posição", que consiste em se equilibrar sobre o vaso numa posição de sentar sem que, no entanto, o corpo não entre em contato com o vaso.
"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, super importante e necessária, e irá nos acompanhar por toda a vida. No entanto, ainda hoje, em nossa vida adulta, "a posição" é dolorosamente difícil de manter quando a bexiga está estourando.
Quando você TEM que ir ao banheiro público, você encontra uma fila de mulheres, que faz você pensar que o Bradd Pitt deve estar lá dentro. Você se resigna e espera, sorrindo para as outras mulheres que também estão com braços e pernas cruzados na posição oficial de "estou me mijando".
Finalmente chega a sua vez, isso, se não entrar a típica mamãe com a menina que não pode mais se segurar.
Você, então verifica cada cubículo por baixo da porta para ver se há pernas.
Todos estão ocupados.
Finalmente, um se abre e você se lança em sua direção quase puxando a pessoa que está saindo.
Você entra e percebe que o trinco não funciona (nunca funciona); não importa... você pendura a bolsa no gancho que há na porta e se não há gancho (quase nunca há gancho), você inspeciona a área.. o chão está cheio de líquidos não identificados e você não se atreve a deixar a bolsa ali, então você a pendura no pescoço enquanto observa como ela balança sob o teu corpo, sem contar que você é quase decapitada pela alça porque a bolsa está cheia de bugigangas que você foi enfiando lá dentro, a maioria das quais você não usa, mas que você guarda porque nunca se sabe...
Mas, voltando à porta...
Como não tinha trinco, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto, com a outra, abaixa a calcinha com um puxão e se coloca "na posição".
Alívio......
AAhhhhhh.....finalmente....
Aí é quando os teus músculos começam a tremer ...
Porque você está suspensa no ar, com as pernas flexionadas e a calcinha cortando a circulação das pernas, o braço fazendo força contra a porta e uma bolsa de 5 kg pendurada no pescoço.
Você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o assento nem de cobrir o vaso com papel higiênico. No fundo, você acredita que nada vai acontecer, mas a voz de tua mãe ecoa na tua cabeça "jamais sente em um banheiro público!!!" e, assim, você mantém "a posição" com o tremor nas pernas...
E, por um erro de cálculo na distância, um jato finíssimo salpica na tua própria bunda e molha até tuas meias!! Por sorte, não molha os sapatos. Adotar "a posição" requer grande concentração. Para tirar essa desgraça da cabeça, você procura o rolo de papel higiênico, maaassss, puuuuta que o pariuuuu...! O rolo está vazio...! (sempre)
Então você pede aos céus para que, nos 5kg de bugigangas que você carrega na bolsa, haja pelo menos um miserável lenço de papel. Mas, para procurar na bolsa, você tem que soltar a porta. Você pensa por um momento, mas não há opção...
E, assim que você solta a porta, alguém a empurra e você tem que freiá-la com um movimento rápido e brusco enquanto grita OCUPAAADOOOO!!!
Aí, você considera que todas as mulheres esperando lá fora ouviram o recado e você pode soltar a porta sem medo, pois ninguém tentará abrí-la novamente (nisso, as mulheres nos respeitamos muito) e você pode procurar teu lenço sem angústia. Você gostaria de usar todos, mas quão valiosos são em casos similares e você guarda um, por via das dúvidas. Você então começa a contar os segundos que faltam para você sair dali, suando porque você está vestindo o casaco já que não há gancho na porta ou cabide para pendurá-lo. É incrível o calor que faz nestes lugares tão pequenos e nessa posição de força que parece que as coxas e panturrilhas vão explodir. Sem falar da porrada que você levou da porta, a dor na nuca pela alça da bolsa, o suor que corre da testa, as pernas salpicadas...
A lembrança de tua mãe, que estaria morrendo de vergonha se te visse assim, porque sua bunda nunca tocou o vaso de um banheiro público, porque, francamente, "você não sabe que doenças você pode pegar ali"
.... você está exausta. Ao ficar de pé você não sente mais as pernas.. Você acomoda a roupa rapidíssimo e tira a alça da bolsa por cima da cabeça!...
Você, então, vai à pia lavar as mãos. Está tudo cheio de água, então você não pode soltar a bolsa nem por um segundo. Você a pendura em um ombro, e não sabendo como funciona a torneira automática, você a toca até que consegue fazer sair um filete de água fresca e estende a mão em busca de sabão. Você se lava na posição de corcunda de notre dame para não deixar a bolsa escorregar para baixo do filete de água... O secador, você nem usa. É um traste inútil, então você seca as mãos na roupa porque nem pensar usar o último lenço de papel que sobrou na bolsa para isso.
Você então sai. Sorte se um pedaço de papel higiênico não tiver grudado no sapato e você sair arrastando-o, ou pior, a saia levantada, presa na meia-calça, que você teve que levantar à velocidade da luz, e te deixou com a bunda à mostra!
Nesse momento, você vê o teu carinha que entrou e saiu do banheiro masculino e ainda teve tempo de sobra para ler um livro enquanto esperava por você.
"Por que você demorou tanto?" - pergunta o idiota.
Você se limita a responder
"A fila estava enorme"
E esta é a razão porque as mulheres vão ao banheiro em grupo. Por solidariedade, já que uma segura a tua bolsa e o casaco, a outra segura a porta e assim fica muito mais simples e rápido já que você só tem que se concentrar em manter "a posição" e a dignidade.
Obrigada a todas as amigas que já me acompanharam ao banheiro.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Je Ne Regrette Rien


Je Ne Regrette Rien
Edith Piaf

Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien.
Ni le bien qu'on m'a fait,
ni le mal, tout ça m'est bien égal.

Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien,
C'est payé, balayé, oublié,
je me fous du passé.

Avec mes souvenirs,
j'ai allumé le feu.
Mes chagrins mes plaisirs,
je n'ai plus besoin d'eux.

Balayés mes amours,
avec leurs trémolos.
Balayés pour toujours
je repars à zéro...

Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien.
Ni le bien qu'on m'a fait,
ni le mal, tout ça m'est bien égal.

Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien.
Car ma vie, car mes joies,
Pour aujourd'hui
ça commence avec toi




quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pirando na batatinha....

Do livro ESCRITOS DE EDUCAÇÃO de Pierre Bourdieu. FIKDIK...(fica a dica ; )

CAP II: “A escola conservadora: as desigualdades frente à escola e à cultura”.

Em “A escola conservadora: as desigualdades frente à escola e à cultura” Bourdieu nos trás o conceito de capital cultural, segundo ele, “cada família transmite aos seus filhos, mais por vias indiretas que diretas, um certo capital cultural e um certo ethos”(p.41). Este capital cultural seria nada mais nada menos do que aprendizados obtidos com a família em casa, sejam hábitos, atitudes e modos de expressão, seja no comportamento ou maneira de se expressar linguisticamente.
Para Bourdieu, este capital cultural faz toda a diferença na vida escolar da criança posteriormente, no texto, ele nos trás dados concretos que demonstram que as oportunidades de acesso ao ensino superior aumentam conforme aumenta o nível da classe social dos sujeitos, e que quanto maior o nível social, maior o capital cultural dos sujeitos.
Mas por que quanto maior o nível social maior o capital cultural dos sujeitos? Creio que isto se deva ao fato de que famílias de classes mais abastadas têm toda uma criação mais “requintada”, estas crianças, que já tem seus pais com formação e que já vivem em uma família estruturada acabam adquirindo hábitos e vivendo em um meio mais culto, tendo mais acessos a teatro, cinema, museus, música livros etc... Pensando agora numa família de classe mais inferior, nestas classes geralmente a formação dos pais de família são mais populares, os pais não tiveram tanto acesso aos estudos, isto não significa que os filhos não possam se interessar por cultura, como o teatro ou a música, mas com certeza quando a família precisa se preocupar antes em colocar comida na mesa, manter o filho na escola ou pagar as contas da moradia, esta cultura acaba ficando em segundo plano, o acesso a este tipo de atividades culturais fica mais difícil, por isto, o capital cultural é muito maior em famílias de classes mais altas, pois “Elas herdam também saberes, gostos e um bom gosto”(p.45)
Sendo assim, Bourdieu nos descreve sobre o funcionamento da escola e sua função de conservação social, segundo ele, “tratando todos os educandos, por mais desiguais que sejam eles de fato, como iguais em direitos e deveres, o sistema escolar é levado a dar sua sanção às desigualdades iniciais diante da cultura” (p.53). Isto porque a “bagagem de capital cultural” dos alunos da classe alta ou da classe mais baixa diferem muito uma da outra, alunos de classes mais altas terão muito mais facilidades nos entendimentos dos ensinamentos dos mestres, enquanto “os filhos das classes médias são forçados a tudo esperar e a tudo receber da escola”(p.55).
Bourdieu nos trás também a “ideologia do dom”, esta ideologia é que justificaria o sucesso das elites e a inaptidão natural das classes mais desfavorecidas nos assuntos referentes ao ensino. A verdade mesmo é que estes dons são na realidade a herança cultural que os indivíduos carregam e a qual já abordamos anteriormente, o problema todo esta mesmo é no fato de que a escola ao fortalecer a “ideologia do dom” acaba por “contribuir para encerrar os membros das classes desfavorecidas no destino que a sociedade lhes assinala... persuadindo-os de que eles devem o seu destino social à sua natureza individual e à sua falta de dons”(p.59). Sendo assim, os poucos alunos de classes mais baixas que conseguem o sucesso neste processo escolar acabam por legitimar este modelo de escola e também a idéia de dom.
Pensando este assunto aqui no Brasil, e o acesso ao ensino universitário por parte dos estudantes, conseguimos visualizar a dificuldade das classes mais baixas primeiramente em conseguir acesso as universidades, sejam elas particulares ou públicas, a outra dificuldade depois é de o aluno conseguir completar os seus estudos. As classes mais altas conseguem este acesso com muito mais facilidades porque possuem um bom estudo e um bom capital cultural adquirido ao longo de toda sua vida, desde a infância até a fase adulta, e possuem também capital financeiro para permanecer sempre estudando. O mesmo não acontece com as classes mais baixas, que muitas vezes acabam tendo um estudo muito fraco na infância, a maioria acaba nem seguindo em busca de um ensino universitário porque precisa trabalhar para sobreviver, aqueles que prosseguem nos estudos acabam percorrendo uma longa e cansativa jornada entre estudos e trabalho.
Sendo assim, só me resta concluir com um trecho de Bourdieu no qual ele escreve que “Somos levados, então, a reconhecer a rigidez extrema de uma ordem social que autoriza as classes sociais mais favorecidas a monopolizar a utilização da instituição escolar detentora, do monopólio da manipulação dos bens culturais e dos signos institucionais da salvação cultural” (p.64).

domingo, 16 de agosto de 2009

Afffff

Afffff...
Pois não é que deixei este pequeno espaço abandonado...
Pois prometo retomar em breve...com certeza não estive vazia nestes últimos dias... muito pelo contrário, várias emoções, encontros, desencontros, reencontros, novos amigos, velhos amigos, baladas, viagens... andei carente, mas tb tive momentos de extrema alegria ao lado de amigos queridos, estes sempre estão com a gente... enfim...
Em breve retomo este espaço...
Um abraço a todos...
Namastê,
Nic

terça-feira, 9 de junho de 2009

Evolução!! Será?

A cada dia me convenço mais de que os seres humanos ainda tem muito a evoluir...

Entra ano, saí ano e as pessoas continuam cometendo os mesmo erros... ao invés de fazer uma reforma interior e corrigir erros, preferem apontar erros dos outros, julgar, e depois acabar fazendo tudo aquilo que antes julgava...
Acho que anda faltando tato em como saber lidar com pessoas, e principalmente: respeito.

Evoluir é uma questão de constante autoanálise e realinhamento da perspectiva e pensamento com redirecionamento das ações buscando o seu bem e o daqueles que estão ao nosso redor.
Que a gente evolua!!!

ॐ Namastê,
Nicole

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Madonna, Inter...

Hoje acordei querendo ser feliz!!!! FINE!!rsss

Bem, na verdade não é sobre isto que quero escrever neste diário travestido de blog...rsss
Hoje acordei e coloquei o maravilhoso DVD Confessions da Madonna... o que quero mesmo dizer é que é impressionante a emoção que aquele simples DVD me causa, sabe aquela coisa no peito, aquela coisa quando a gente tá tão mas tão feliz que a gente não sabe explicar mas sente no peito...pois então... senti isto.... e acredito que tenha sentido isto graças as boas recordações, tb sinto a mesma coisa quando assisto o DVD da Libertadores conquistada pelo Inter em 2006.
Madonna, Inter... Todos estes fazem parte da minha vida, mas não estão sozinhos... o importante mesmo são todos aqueles que compartilharam estes bons momentos comigo... obrigada a todos que estão em minha vida, sejam participantes da ativa, pessoas do passado ou até mesmo as que estão entrando... todos vcs colaboram e/ou colaboraram no meu crescimento e na permanente construção da minha pessoa. "I cannot make it alone" (Madonna in Confessions DVD)
Viva la Vida!!! Pra podermos sempre guardar no peito a emoção de momentos inesquecíveis ao lado de pessoas importantes pra gente...

E que venha logo o novo DVD da Madonna... Show e momentos simplesmente inesquecíveis!!!
Seguem alguns videos da tourne liberados no site oficial dela: http://www.madonnaonline.com.br/noticias/index.asp?#5639

E, DVD Confessions... uma palhinha...
http://www.youtube.com/watch?v=EMwaeYJ5Ym0&feature=related

terça-feira, 5 de maio de 2009

O fim do amor??

Como diria Renato Russo em uma de suas letras: "Quem inventou o amor, me explica por favor"

Acredito que receberei críticas pelas minhas palavras, vai ver por passar a desacreditar ou pela minha nova visão pessimista do amor...

Confesso que amei muito nesta vida, e amei loucamente todas as vezes em que amei, me entreguei total... houve tempos em que até acreditei em amor eterno..(afff...mas que tola eu fui).
O fato é que o tempo foi passando, e eu fui acumulando experiências, e meus conceitos foram se moldando, e eu fui desacreditando e formulando minhas novas teorias....
Acredito que o amor exista, eu mesma amo muita gente, os animais, o mundo, minha teoria de amor é o sentimente de respeito, compaixão e carinho entre os seres, e este com certeza está disseminado pelo mundo....
O que mudou mesmo foi minha teoria do amor conjugal, hoje entendi que o que chamamos de amor não passa de paixão, e que uma relação conjugal não passa de uma relação das mais egoístas, em que um precisa do outro para se sentir bem, feliz e satisfazer seus desejos sejam quais eles forem.
Confesso realmente que todas as vezes que amo surge aquela esperança "acho que agora vai ser bacana, vamos poder construir alguma coisa juntas", mas eis que outros interesses pessoais, familiares, empregatícios sempre se colocam entre eu e o ser amado, e eu sempre acabo ficando para trás...
Enfim, estou realmente chateada por ter visto o mundo como ele realmente é, esta nova visão do amor me chateia, não queria que fosse assim... amor é uma palavra tão linda, merecia sempre ter um final mais feliz nos relacionamentos....

Pois bem, não digo que eu vá mudar minhas atitudes, com certeza continuarei a mesma bobona, amando, me entregando loucamente, me doando ao máximo, mas pelo menos agora eu já tenho a consciência de como são as pessoas deste mundo, e para tentar não sofrer muito, sempre que estiver em um relacionamento estarei baseando o mesmo naquele velho poeminha de Vinicios de Moraes:
"Quero vivê-lo em cada vão momento"
"Mas que seja infinito enquanto dure."


SONETO DA FIDELIDADE
Vinícius de Morais
De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Namastê,
Nicole

domingo, 15 de março de 2009

Ela faz Cinema

Simplesmente Chico...
Namastê.
Nicole

Ela Faz Cinema
Chico Buarque

Quando ela chora
Não sei se é dos olhos para fora
Não sei do que ri
Eu não sei se ela agora
Está fora de si
Ou se é o estilo de uma grande dama
Quando me encara e desata os cabelos
Não sei se ela está mesmo aqui
Quando se joga na minha cama

Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é a tal
Sei que ela pode ser mil
Mas não existe outra igual

Quando ela mente
Não sei se ela deveras sente
O que mente para mim
Serei eu meramente
Mais um personagem efêmero
Da sua trama
Quando vestida de preto
Dá-me um beijo seco
Prevejo meu fim
E a cada vez que o perdão
Me clama

Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é demais
Talvez nem me queira bem
Porém faz um bem que ninguém
Me faz

Eu não sei
Se ela sabe o que fez
Quando fez o meu peito
Cantar outra vez
Quando ela jura
Não sei por que Deus ela jura
Que tem coração
e quando o meu coração
Se inflama

Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é assim
Nunca será de ninguém
Porém eu não sei viver sem
E fim.

sexta-feira, 6 de março de 2009

LEI DO CAMINHÃO DE LIXO

Um texto fantástico!! Para refletirmos um pouco sobre nossas atitudes do dia a dia. Apreciem...
Paz e luz...
Nicole

Lei do Caminhão de Lixo

Um dia peguei um taxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando, de repente, um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente. O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou de um acidente por um triz!
O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós, nervosamente. O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo.
E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente. Assim eu perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!
' Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo "A Lei do Caminhão de Lixo." Ele me explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e desapontamentos. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e, às vezes, descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu!
Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente.
Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranquilo...
O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar de manhã com sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais. Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem. Peça a proteção de Deus para tais pessoas...
A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!"

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O GRENAL e a irracionalidade humana.


Ontem, como boa colorada que sou assisti o GRENAL 374 que foi vencido pelo meu Inter.
Como todo sabem o GRENAL é um dos maiores clássicos que existe, beleza que tem se ofuscado por conta da violência que cada uma destas partidas acaba acarretando em todo o estado, violência não só por conta dos torcedores como tb por conta da policia.
Como faço tradicionalmente quando os jogos do colorado não são no Beira Rio, ontem vesti minha camisa vermelha e me mandei pro buteco da esquina. O caso é que em dias de GRENAL o meu buteco é o buteco dos colorados e o buteco do outro lado da rua é o buteco dos gremista, então, existe o "corpo a corpo" dos torcedores durante toda a partida, fato já conhecido pela nossa "espetácular" e "preparada"policia militar.

O jogo ainda transcorria normalmente quando aos 15 minutos do segundo tempo o bicho homem quis mostrar sua animosidade... começo a pensar onde anda a racionalidade deste bicho homem?? Como pode alguém perder toda a noção de limites e partir para a agressão pra cima de alguém pq este alguém é de um time diferente... passo a achar que futebol já está fazendo parte da personalidade das pessoas, e algumas pessoas deixaram de enxergar que a disputa que acontece no campo não precisa se repetir nas ruas...
O fato é que começou um quebra pau entre dois rapazes, então a policia interviu... só que vieram com sua cavalaria e suas espadas desembainhadas pra cima de todo mundo, daí foi gente correndo, copos voando, cadeiras no chão... a policia prendeu os dois brigões e acabou com a festa de todo mundo, desligaram todas as TVS que tinham nos butecos dos arredores.
Perguntas que não querem calar:
-Pq tanta incompetência da policia?? Pq permitiram que a briga acontecesse pra então intervir?? E por que agir com tanta violência pra cima de todos, homens, mulheres, crianças??
- Por que brigar?? Além de perder ou vencer em campo é tb necessário se mostrar mais forte fora dele?? Nas ruas??
Há quem odeie futebol, há quem considere que são um bando de babacas correndo atrás de uma bola e tb um bando de babacas que gastam assistindo jogos de jogadores burros milionários...
Sei que o futebol é sim tb o ópio do povo, que é uma paixão nacional... e eu, que amo futebol, que sempre defendi o futebol, vejo agora que temos sim babacas e imbecis que assistem futebol e que querem fazer dele uma guerra, como se fossem duas raças diferentes que se odeiam, uma querendo dizimar a outra...
Chega!!! O Holocausto já passou!!!
(ópio do povo - Uma referência a Karl Marx e a sua idéia de religião como o ópio do povo)
A propósito... pensando agora nas brigas, no meu texto anterior sobre piadas preconceituosas... pergunto aos gremistas que cantam a seguinte e infeliz música para nós colorados: "Chora macaco imundo, que nunca ganhou de ninguém!!" Qual a sensação de vocês após a derrota? Vcs por acaso são ninguém?? Barcelona, Boca Juniors e Internazionale são ninguém?? Este tipo de música é totalmente preconceituosa, só desagrega e gera ódio entre gremistas e colorados... Vale a reflexão!!!

Um abraço da Alemoa




quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Piadas e preconceito!! (Por Nicole)

Diariamente vejo minhas caixas de e-mail lotadas de piadas... Algumas delas são inofensivas, já outras que podem parecer bobas carregam uma carga enorme de preconceito.
Uma destas piadas contava sobre um rapaz que acordou pela manha e descobriu que estava com uma amnésia por conta de um acidente de carro, e assim ele foi se redescobrindo no decorrer do dia, descobriu que era vesgo após se olhar no espelho, que era argentino após olhar seu passaporte, que era paraplégico após olhar para a cadeira onde estava sentado, que era gay após seu namorado o chamar, e assim foi, descobriu tb que era desempregado, gago, careca, colorado, favelado, e assim foi, até seu namorado o chamar pra ir pra convenção do PT, e entao ele entrou em desespero.
Vcs já pararam para pensar na carga de preconceito que este tipo de piada carrega??
Sempre que eu recebo este tipo de piada respondo dizendo que não achei a minima graça, e as pessoas dizem que sou uma boba, pq era apenas uma piadinha. Minha opinião sobre o assunto:
Existem e-mails que podem ser de oposição ou discordância com meus pensamentos e filosofias, mas se tiverem conteúdo e nos fizerem refletir sobre este conteúdo tão valendo, quando forem só deboche, acho que só desagrega, não nos acrescentam em nada, apenas reafirmam mais e mais o preconceito nesta sociedade que já é difícil de se conviver e principalmente de se incluir as "diferenças"...
O caso é que mexe comigo mesmo...tenho minhas lutas... minhas crenças... lutas por inclusão, respeito entre as pessoas... e e-mails como estes as vezes são um choque pra mim pq penso que ainda temos muito a melhorar, fico com medo de que a nossa sociedade não mude, podem ser mails de brincadeira, mas é na brincadeira que muitas vezes conceitos se afirmam e preconceitos se mantém... convido todos a refletirem sobre o assunto, vale a pena repassar tal conteúdo? vai agregar alguma coisa boa para alguém?? Pensem nos gays, deficientes... são todas pessoas normais, e todos merecem nosso respeito... o que muitas vezes não acontece em nossa sociedade...
Namastê...
Nicole (05/02/09)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A vida sem amor... não tem sentido.

A vida sem amor... não tem sentido.
Luís Fernando Veríssimo

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem!
Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!

Amoooooo a Vida!! Jardim das delícias!!!!
Namastê.
Nic...

sábado, 10 de janeiro de 2009

Lembrete para 2009


O tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...

Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...

E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que,
infelizmente, nunca mais voltará.
Mário Quintana
Carpe diem... é o meu desejo a todos neste novo ano...
Namastê.
Nicole

sábado, 13 de dezembro de 2008

FELICIDADE!!!

Estou tão feliz!! É algo inenarrável!!rsss
Momentos de alegria, pessoas em minha vida, bons momentos no trabalho, na vida pessoal, sonhos realizados, um amor na minha vida, um time que só me dá alegrias, família, amigos, amor...
Tudo isto me faz feliz!!
Pensando na felicidade trouxe este texto para a apreciação de todos.
Que sejamos cada dia mais felizes, que a gente consiga fazer aqueles que nos cercam felizes também!! Que a gente ame e sorria em cada dia de nossa vidas!!
Obrigada a todos que estão presentes em minha vida!! Amo vocês!! Vocês me fazem feliz!!

Felicidade, que sensação é essa?

Por: Márcia Homem de Mello© - Ex Diretora Presidente ABRAPSMOL - Psicóloga e Psicodramatista

Dicionário:
Felicidade é qualidade ou estado de feliz; ventura, contentamento.
Feliz é o ser ditoso, afortunado, venturoso. Contente, alegre, satisfeito. Que denota, ou em que há alegria, satisfação, contentamento.
A conquista da felicidade vem no aprendizado diário de viver sabendo aceitar e expressar os desejos e sentimentos, construindo os próprios projetos de vida e empenhando-se para realizá-los.
Um sentimento que expressa de alguma forma, satisfação em ter uma necessidade saciada, um projeto realizado.
Compreender essa sensação, é saber individualizar no universo pessoal, pois o que é motivo de felicidade para uns, pode ser de infelicidade para outros. É um sentimento que pode diferenciar em cada instante tendo significados diferentes.
Depende de cada um, sabendo que só conta consigo mesmo para realizar seus desejos, vontades e projetos. A procura do auto conhecimento ajuda na transformação de desejos em vontade e da vontade em projeto de vida. Aprendendo a ser responsável pelas próprias escolhas, assumindo o sofrimento dos erros e fracassos e o gosto das conquistas e vitórias.
A teoria do psicodrama mostra que desenvolvendo respostas criativas e corajosas no sentido de expressar os seus sentimentos e de realizar a sua vontade própria, ajuda na busca dessa sensação. Construindo-se enquanto indivíduo, realizando e sentindo a felicidade.
Alguns aprenderam a não ter vontade própria. Só sabem realizar a vontade dos outros, projetos pelos outros, não têm suas próprias respostas, mostram-se carentes e inseguros. Só conseguem agir quando tem garantia, segurança e estabilidade do resultado.
Os acomodados, conformam-se com o porto seguro, na falsa certeza de não arriscar, porque a busca do desconhecido, é sempre arriscada e menos estática. E assim, vivem uma felicidade aparente, deixando de buscar e conhecer a sensação da felicidade pela vitória. São derrotados por si mesmo, deixando de assumir novos papeis, conformam-se com a monotonia.
Por não suportar a frustração pela derrota, por um objetivo não alcançado, por um sonho não realizado..., não compete, não tem objetivos, não sonha. Tem ainda aquele que inicia sua meta sendo um faxineiro, mas decide conquistar a presidência. E se consegue alcançar, na sua busca, a vice-presidência, já é motivo de frustração e infelicidade, por não ter chegado ao ponto mais alto.
Os invejosos destroem, menosprezam a vitória do outro, porque assim, deixam de olhar para si, e ver que para eles faltou a coragem e a força do outro.
A maneira de ser de muitos, é pura representação.
É muito bom que as pessoas saibam quem são, reconheçam sua vocação, sua capacidade, e não queiram vestir uma máscara, quando, na verdade, a vontade é de jogar tudo para o alto e tentar outra forma de vida.
Se o indivíduo conseguir identificar sua vocação e habilidade, buscar suas realizações com essa base conhecerá a sensação de ser feliz. Pessoas felizes chamam atenção, são admiradas, tem um brilho diferente.
Mas, isso não significa que enquanto é aplaudido, admirado e chama atenção, é feliz. Pode estar ai, a defesa contra uma auto avaliação. Contentar e agradar aos outros, não é o mesmo que agradar e contentar a si mesmo. A vocação e habilidade são individuais. Assim como a sensação de felicidade também é individual.
A felicidade plena e absoluta não existe. Também não existe receita, manual que possa dar garantia plena de viver 100% feliz.
A busca é por mais momentos e sensação de felicidade.
Descobrindo suas necessidades, suas metas, como e quando alcançá-las, saber reconhecer limite, respeitando e se fazendo respeitar, sabendo diferenciar você do outro, é um começo. E nessa busca, cabe a você criar a sua receita e escrever o seu manual, do que é a SUA sensação de felicidade.
Para Refletir:
"Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade." (Charles Chaplin)
"A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros." (Confúcio)

sábado, 29 de novembro de 2008

COMEÇAR DE NOVO

Lendo um e-mail escrito por Luis Fernando Gigena, morador de SC / Itajaí ele citou a seguinte frase entre muitas outras...

"É hora de recomeçar, e talvez seja hora de recomeçar não só materialmente. Talvez seja uma boa oportunidade de renascer, de se reinventar e de crescer como ser humano.
Pelo menos é a minha hora, acredito."

E citou tb um poema escrito por um argentino numa grande enchente ocorrida a alguns anos atrás. Segue o poema...


COMEÇAR DE NOVO

Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa laje
Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério
Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires
Até que me deram abrigo e alimento
Eu tinha aversão a Judeus
Até darem remédios aos meus filhos
Eu adorava exibir a minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com hipotermia
Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas
Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar
Eu não lembrava os idosos
Até participar dos resgates
Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome
Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos
Eu não ouvia rádio
Até ser ela que manteve a minha energia
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias
Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos
Agora nem tanto
Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora
Eu não lembrava o nome de todos os estados
Agora guardo cada um no coração
Eu não tinha boa memória
Talvez por isso eu não lembre de todo mundo
Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele
É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio
Graças a Deus
Vamos começar de novo.

Anônimo

De minha parte, fico triste por tudo que aconteceu, mas ao mesmo tempo feliz por ver que ainda existe solidariedade e amor entre os seres humanos, diversas foram as formas de mobilização para tentar ajudar... acredito que esta é a nossa missão no mundo, ser feliz e ajudar aqueles que precisam... que estes momento tristes, sirvam tb para a gente rever nossos conceitos e valores... para vermos que unidos conseguimos ir muito longe...
Paz e luz a todos...
Nic

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A vida é simples assim...

A vida é simples assim...

- Mestre, como faço para me tornar um sábio?

- Boas escolhas.

- Mas como fazer boas escolhas?

- Experiência - diz o mestre.

- E como adquirir experiência, mestre?

- Más escolhas.



Tão simples... mas esta é a vida... a experiência, o tempo, ensinamentos que vamos aprendendo dia a dia, a cada vivência, a cada erro...

Namastê.

Nic

sábado, 8 de novembro de 2008

O lenhador - Monja Coen

Um pequeno (nem tão pequeno) texto da Monja Coen.
Ontem (07.11) ela esteve em São Léo, nos abrilhantando com sua sabedoria, ensinamentos e sua tranquilidade... queria que muitas pessoas pudessem ter ouvido suas palavras... palavras que nos fazem refletir e nos transmitem muita paz, luz e amor...
Namastê...
Nicole




O lenhador
Havia um lenhador que procurava pela árvore da paz. Ele a procurava nos lugares mais remotos, onde ser humano ainda não houvesse trilhado. Escalava as montanhas mais altas, pendurava-se à beira de grandes abismos. Há anos viajava o lenhador, passando por vários países, pedindo informações. Houve quem disse:
— Meu avô me contou que seu avô lhe contara que havia uma árvore assim. Era imensa, frondosa. As pessoas se sentavam à sua sombra e descansavam felizes, tranqüilas, em paz.
O lenhador experimentava várias árvores. Sentava-se à sua sombra, mas surgiam pensamentos, sons, imagens, nevoeiros. Surgiam guerras, massacres, dores, mortes, grandes desastres. Cabisbaixo se afastava e noutra região procurava.Foram se passando os anos. Seus cabelos embranqueceram. Suas sobrancelhas também.
Suas pernas já não eram tão fortes. O machado fora trocado por um cajado. Mas não desistira da empreitada. Por toda a Terra caminhava, perguntando a toda gente, esperando que alguém, que alguma coisa lhe levasse à árvore tão almejada.
Um certo dia parou, cansado e pensativo. Será que era fantasia, que na verdade não existia essa árvore da Paz? Encostou-se num tronco qualquer, apoiando-se no braço para que os passantes não vissem que chorava de cansaço. As lágrimas foram caindo no terreno seco e árido. Soluçava nosso amigo, da procura de uma vida. Mesmo se a encontrasse agora como poderia levar suas sementes a tantas e tantas gentes?
Correra o mundo, é verdade. Estava a poucos passos da cidade de onde saíra, jovem e bem disposto, confiante que encontraria a legendária árvore que tudo transformaria. Tinha se tornado impossível viver como todos viviam. Roubavam e mentiam, medrosos se escondiam dos mais fortes, temerosos. Alguns ricaços gorduchos, panças inchadas de tanto luxo. Outros magros, arqueados, de fome morrendo dobrados. Havia os roncos medonhos de aviões tenebrosos, lançando bombas que em sangue marcavam o território. Havia a disputa mesquinha, que levava ao preconceito e à discriminação. Crianças eram abusadas, maltratadas, empregadas a pedir esmolas por jogar algumas bolas nas esquinas de quem tinha muito para dar e nada dava.
Ele era um lenhador, saído dos contos de fadas, das histórias mais antigas de aventuras e justiça, de verdades que são ditas e transformam realidades. Crescera sonhando um dia poder tudo revirar para que a paz retornasse ao seu lar e a de seus amigos, vizinhos, conhecidos e até mesmo de estranhos que estranhamente se comportavam...
Caminhara e caminhara. Ouvira histórias fantásticas, daquele homem da Índia que conseguira mudanças sem guerras, sem violências, no respeito e na decência. Mahatma Gandhi. Bom demais pensou quando menino lendo de sua história. Foi colocando na sacola os livros, os sonhos, a esperança. Na Índia também houvera o Buda Sagrado, que predissera que um dia tudo se transformaria. As pessoas confiavam que se seguissem seus ensinamentos haveria compaixão e sabedoria suprema. Logo a ternura se espalharia e todos se ajudariam como bons irmãos.
Cada lágrima dos olhos do ancião fazia brotar na terra um verde inesperado.
Teria sido por tudo e por todos, abandonado?
Mas de dentro dele surgiu uma força incomensurável. “Nada é impossível. Haverei de conseguir encontrar o fruto dessa árvore de paz, a semente da verdade.”
Ainda de olhos molhados, sentou-se ofegante. Tocou a terra coberta de grama nova, macia. Encostou-se no tronco forte e sem perceber, meditava.
No que se seguia lembrou-se do próprio Buda, que vivera na Índia por volta do século VI antes de Cristo, e a todos amavelmente sorria. Monges e monjas, pessoas de todas classes, castas, feições, cores, etnias. A todos Buda pregava dizendo dos venenos perigosos que matam a paz, a felicidade, a alegria.
O primeiro é a ganância. Quero e quero sem parar. Por mais que tenha sempre quero mais. Seja amor de minha mãe, atenção do professor, seja doce, sejam roupas, sejam carinhos, sejam diversões. Seja dinheiro, seja fama, seja luxo, sejam armas, seja amor. Dessa ganância vão surgindo ciúmes, ressentimentos, más ações e pensamentos. Logo faz algo errado, perde a paz, a tranqüilidade. Vive sedento de tudo e nada traz felicidade. Só o que cura esse mal é a doação, o entregar-se, o dar invés de cobrar.
O segundo é a raiva, danada de se conter. Enfurece por amor, por ódio e até por prazer. Parece que a pessoa passa a achar bonito quem fica furioso. Chega até a dizer que é “personalidade forte”. Na verdade são seres para serem apiedados, pois não conseguem, coitados, transformar a indignação em suave compaixão.
Compaixão significa saber o que o outro sente, compartilhar das tristezas, das dores das amarguras e fazer trabalho lindo de recuperar as criaturas. Porque sente com. Porque sente junto. Nós não rimos quando alguém conta uma coisa engraçada? Não choramos com filmes, histórias, foto, situações? Quando sabemos de alguém sofrendo queremos ajudar. A compaixão é natural, se formos naturais.
O terceiro veneno é a ignorância. Ignorância significa afastar-se da verdade. Estar dividido, partido, sem saber mais que somos uma só vida em movimento. Somos um só corpo universal se transformando constantemente. No que mexemos aqui, lá do outro lado repercute. Essa ignorância não é apenas falta de estudos. É falta de contato com o Sagrado, com a Essência de tudo.
Seu antídoto infalível é a Sabedoria Completa. O resultado de tudo é a árvore da Paz florindo e cobrindo o mundo.