Hoje acordei querendo ser feliz!!!! FINE!!rsss
Bem, na verdade não é sobre isto que quero escrever neste diário travestido de blog...rsss
Hoje acordei e coloquei o maravilhoso DVD Confessions da Madonna... o que quero mesmo dizer é que é impressionante a emoção que aquele simples DVD me causa, sabe aquela coisa no peito, aquela coisa quando a gente tá tão mas tão feliz que a gente não sabe explicar mas sente no peito...pois então... senti isto.... e acredito que tenha sentido isto graças as boas recordações, tb sinto a mesma coisa quando assisto o DVD da Libertadores conquistada pelo Inter em 2006.
Madonna, Inter... Todos estes fazem parte da minha vida, mas não estão sozinhos... o importante mesmo são todos aqueles que compartilharam estes bons momentos comigo... obrigada a todos que estão em minha vida, sejam participantes da ativa, pessoas do passado ou até mesmo as que estão entrando... todos vcs colaboram e/ou colaboraram no meu crescimento e na permanente construção da minha pessoa. "I cannot make it alone" (Madonna in Confessions DVD)
Viva la Vida!!! Pra podermos sempre guardar no peito a emoção de momentos inesquecíveis ao lado de pessoas importantes pra gente...
E que venha logo o novo DVD da Madonna... Show e momentos simplesmente inesquecíveis!!!
Seguem alguns videos da tourne liberados no site oficial dela: http://www.madonnaonline.com.br/noticias/index.asp?#5639
E, DVD Confessions... uma palhinha...
http://www.youtube.com/watch?v=EMwaeYJ5Ym0&feature=related
quarta-feira, 20 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
O fim do amor??
Como diria Renato Russo em uma de suas letras: "Quem inventou o amor, me explica por favor"
Acredito que receberei críticas pelas minhas palavras, vai ver por passar a desacreditar ou pela minha nova visão pessimista do amor...
Confesso que amei muito nesta vida, e amei loucamente todas as vezes em que amei, me entreguei total... houve tempos em que até acreditei em amor eterno..(afff...mas que tola eu fui).
O fato é que o tempo foi passando, e eu fui acumulando experiências, e meus conceitos foram se moldando, e eu fui desacreditando e formulando minhas novas teorias....
Acredito que o amor exista, eu mesma amo muita gente, os animais, o mundo, minha teoria de amor é o sentimente de respeito, compaixão e carinho entre os seres, e este com certeza está disseminado pelo mundo....
O que mudou mesmo foi minha teoria do amor conjugal, hoje entendi que o que chamamos de amor não passa de paixão, e que uma relação conjugal não passa de uma relação das mais egoístas, em que um precisa do outro para se sentir bem, feliz e satisfazer seus desejos sejam quais eles forem.
Confesso realmente que todas as vezes que amo surge aquela esperança "acho que agora vai ser bacana, vamos poder construir alguma coisa juntas", mas eis que outros interesses pessoais, familiares, empregatícios sempre se colocam entre eu e o ser amado, e eu sempre acabo ficando para trás...
Enfim, estou realmente chateada por ter visto o mundo como ele realmente é, esta nova visão do amor me chateia, não queria que fosse assim... amor é uma palavra tão linda, merecia sempre ter um final mais feliz nos relacionamentos....
Pois bem, não digo que eu vá mudar minhas atitudes, com certeza continuarei a mesma bobona, amando, me entregando loucamente, me doando ao máximo, mas pelo menos agora eu já tenho a consciência de como são as pessoas deste mundo, e para tentar não sofrer muito, sempre que estiver em um relacionamento estarei baseando o mesmo naquele velho poeminha de Vinicios de Moraes:
"Quero vivê-lo em cada vão momento"
"Mas que seja infinito enquanto dure."
SONETO DA FIDELIDADE
Vinícius de Morais
De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Namastê,
Nicole
Acredito que receberei críticas pelas minhas palavras, vai ver por passar a desacreditar ou pela minha nova visão pessimista do amor...
Confesso que amei muito nesta vida, e amei loucamente todas as vezes em que amei, me entreguei total... houve tempos em que até acreditei em amor eterno..(afff...mas que tola eu fui).
O fato é que o tempo foi passando, e eu fui acumulando experiências, e meus conceitos foram se moldando, e eu fui desacreditando e formulando minhas novas teorias....
Acredito que o amor exista, eu mesma amo muita gente, os animais, o mundo, minha teoria de amor é o sentimente de respeito, compaixão e carinho entre os seres, e este com certeza está disseminado pelo mundo....
O que mudou mesmo foi minha teoria do amor conjugal, hoje entendi que o que chamamos de amor não passa de paixão, e que uma relação conjugal não passa de uma relação das mais egoístas, em que um precisa do outro para se sentir bem, feliz e satisfazer seus desejos sejam quais eles forem.
Confesso realmente que todas as vezes que amo surge aquela esperança "acho que agora vai ser bacana, vamos poder construir alguma coisa juntas", mas eis que outros interesses pessoais, familiares, empregatícios sempre se colocam entre eu e o ser amado, e eu sempre acabo ficando para trás...
Enfim, estou realmente chateada por ter visto o mundo como ele realmente é, esta nova visão do amor me chateia, não queria que fosse assim... amor é uma palavra tão linda, merecia sempre ter um final mais feliz nos relacionamentos....
Pois bem, não digo que eu vá mudar minhas atitudes, com certeza continuarei a mesma bobona, amando, me entregando loucamente, me doando ao máximo, mas pelo menos agora eu já tenho a consciência de como são as pessoas deste mundo, e para tentar não sofrer muito, sempre que estiver em um relacionamento estarei baseando o mesmo naquele velho poeminha de Vinicios de Moraes:
"Quero vivê-lo em cada vão momento"
"Mas que seja infinito enquanto dure."
SONETO DA FIDELIDADE
Vinícius de Morais
De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Namastê,
Nicole
domingo, 15 de março de 2009
Ela faz Cinema
Simplesmente Chico...
Namastê.
Nicole
Ela Faz Cinema
Chico Buarque
Quando ela chora
Não sei se é dos olhos para fora
Não sei do que ri
Eu não sei se ela agora
Está fora de si
Ou se é o estilo de uma grande dama
Quando me encara e desata os cabelos
Não sei se ela está mesmo aqui
Quando se joga na minha cama
Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é a tal
Sei que ela pode ser mil
Mas não existe outra igual
Quando ela mente
Não sei se ela deveras sente
O que mente para mim
Serei eu meramente
Mais um personagem efêmero
Da sua trama
Quando vestida de preto
Dá-me um beijo seco
Prevejo meu fim
E a cada vez que o perdão
Me clama
Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é demais
Talvez nem me queira bem
Porém faz um bem que ninguém
Me faz
Eu não sei
Se ela sabe o que fez
Quando fez o meu peito
Cantar outra vez
Quando ela jura
Não sei por que Deus ela jura
Que tem coração
e quando o meu coração
Se inflama
Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é assim
Nunca será de ninguém
Porém eu não sei viver sem
E fim.
Namastê.
Nicole
Ela Faz Cinema
Chico Buarque
Quando ela chora
Não sei se é dos olhos para fora
Não sei do que ri
Eu não sei se ela agora
Está fora de si
Ou se é o estilo de uma grande dama
Quando me encara e desata os cabelos
Não sei se ela está mesmo aqui
Quando se joga na minha cama
Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é a tal
Sei que ela pode ser mil
Mas não existe outra igual
Quando ela mente
Não sei se ela deveras sente
O que mente para mim
Serei eu meramente
Mais um personagem efêmero
Da sua trama
Quando vestida de preto
Dá-me um beijo seco
Prevejo meu fim
E a cada vez que o perdão
Me clama
Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é demais
Talvez nem me queira bem
Porém faz um bem que ninguém
Me faz
Eu não sei
Se ela sabe o que fez
Quando fez o meu peito
Cantar outra vez
Quando ela jura
Não sei por que Deus ela jura
Que tem coração
e quando o meu coração
Se inflama
Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é assim
Nunca será de ninguém
Porém eu não sei viver sem
E fim.
sexta-feira, 6 de março de 2009
LEI DO CAMINHÃO DE LIXO
Um texto fantástico!! Para refletirmos um pouco sobre nossas atitudes do dia a dia. Apreciem...
Paz e luz...
Nicole
Lei do Caminhão de Lixo
Um dia peguei um taxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando, de repente, um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente. O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou de um acidente por um triz!
O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós, nervosamente. O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo.
E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente. Assim eu perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!
' Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo "A Lei do Caminhão de Lixo." Ele me explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e desapontamentos. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e, às vezes, descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu!
Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente.
Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranquilo...
O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar de manhã com sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais. Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem. Peça a proteção de Deus para tais pessoas...
A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!"
Paz e luz...
Nicole
Lei do Caminhão de Lixo
Um dia peguei um taxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando, de repente, um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente. O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou de um acidente por um triz!
O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós, nervosamente. O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo.
E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente. Assim eu perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!
' Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo "A Lei do Caminhão de Lixo." Ele me explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e desapontamentos. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e, às vezes, descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu!
Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente.
Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranquilo...
O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar de manhã com sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais. Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem. Peça a proteção de Deus para tais pessoas...
A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!"
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O GRENAL e a irracionalidade humana.

Ontem, como boa colorada que sou assisti o GRENAL 374 que foi vencido pelo meu Inter.
Como todo sabem o GRENAL é um dos maiores clássicos que existe, beleza que tem se ofuscado por conta da violência que cada uma destas partidas acaba acarretando em todo o estado, violência não só por conta dos torcedores como tb por conta da policia.
Como todo sabem o GRENAL é um dos maiores clássicos que existe, beleza que tem se ofuscado por conta da violência que cada uma destas partidas acaba acarretando em todo o estado, violência não só por conta dos torcedores como tb por conta da policia.
Como faço tradicionalmente quando os jogos do colorado não são no Beira Rio, ontem vesti minha camisa vermelha e me mandei pro buteco da esquina. O caso é que em dias de GRENAL o meu buteco é o buteco dos colorados e o buteco do outro lado da rua é o buteco dos gremista, então, existe o "corpo a corpo" dos torcedores durante toda a partida, fato já conhecido pela nossa "espetácular" e "preparada"policia militar.
O jogo ainda transcorria normalmente quando aos 15 minutos do segundo tempo o bicho homem quis mostrar sua animosidade... começo a pensar onde anda a racionalidade deste bicho homem?? Como pode alguém perder toda a noção de limites e partir para a agressão pra cima de alguém pq este alguém é de um time diferente... passo a achar que futebol já está fazendo parte da personalidade das pessoas, e algumas pessoas deixaram de enxergar que a disputa que acontece no campo não precisa se repetir nas ruas...
O fato é que começou um quebra pau entre dois rapazes, então a policia interviu... só que vieram com sua cavalaria e suas espadas desembainhadas pra cima de todo mundo, daí foi gente correndo, copos voando, cadeiras no chão... a policia prendeu os dois brigões e acabou com a festa de todo mundo, desligaram todas as TVS que tinham nos butecos dos arredores.
Perguntas que não querem calar:
-Pq tanta incompetência da policia?? Pq permitiram que a briga acontecesse pra então intervir?? E por que agir com tanta violência pra cima de todos, homens, mulheres, crianças??
- Por que brigar?? Além de perder ou vencer em campo é tb necessário se mostrar mais forte fora dele?? Nas ruas??
Há quem odeie futebol, há quem considere que são um bando de babacas correndo atrás de uma bola e tb um bando de babacas que gastam assistindo jogos de jogadores burros milionários...
Há quem odeie futebol, há quem considere que são um bando de babacas correndo atrás de uma bola e tb um bando de babacas que gastam assistindo jogos de jogadores burros milionários...
Sei que o futebol é sim tb o ópio do povo, que é uma paixão nacional... e eu, que amo futebol, que sempre defendi o futebol, vejo agora que temos sim babacas e imbecis que assistem futebol e que querem fazer dele uma guerra, como se fossem duas raças diferentes que se odeiam, uma querendo dizimar a outra...
Chega!!! O Holocausto já passou!!!
(ópio do povo - Uma referência a Karl Marx e a sua idéia de religião como o ópio do povo)
A propósito... pensando agora nas brigas, no meu texto anterior sobre piadas preconceituosas... pergunto aos gremistas que cantam a seguinte e infeliz música para nós colorados: "Chora macaco imundo, que nunca ganhou de ninguém!!" Qual a sensação de vocês após a derrota? Vcs por acaso são ninguém?? Barcelona, Boca Juniors e Internazionale são ninguém?? Este tipo de música é totalmente preconceituosa, só desagrega e gera ódio entre gremistas e colorados... Vale a reflexão!!!
Um abraço da Alemoa
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Piadas e preconceito!! (Por Nicole)
Diariamente vejo minhas caixas de e-mail lotadas de piadas... Algumas delas são inofensivas, já outras que podem parecer bobas carregam uma carga enorme de preconceito.
Uma destas piadas contava sobre um rapaz que acordou pela manha e descobriu que estava com uma amnésia por conta de um acidente de carro, e assim ele foi se redescobrindo no decorrer do dia, descobriu que era vesgo após se olhar no espelho, que era argentino após olhar seu passaporte, que era paraplégico após olhar para a cadeira onde estava sentado, que era gay após seu namorado o chamar, e assim foi, descobriu tb que era desempregado, gago, careca, colorado, favelado, e assim foi, até seu namorado o chamar pra ir pra convenção do PT, e entao ele entrou em desespero.
Vcs já pararam para pensar na carga de preconceito que este tipo de piada carrega??
Sempre que eu recebo este tipo de piada respondo dizendo que não achei a minima graça, e as pessoas dizem que sou uma boba, pq era apenas uma piadinha. Minha opinião sobre o assunto:
Existem e-mails que podem ser de oposição ou discordância com meus pensamentos e filosofias, mas se tiverem conteúdo e nos fizerem refletir sobre este conteúdo tão valendo, quando forem só deboche, acho que só desagrega, não nos acrescentam em nada, apenas reafirmam mais e mais o preconceito nesta sociedade que já é difícil de se conviver e principalmente de se incluir as "diferenças"...
O caso é que mexe comigo mesmo...tenho minhas lutas... minhas crenças... lutas por inclusão, respeito entre as pessoas... e e-mails como estes as vezes são um choque pra mim pq penso que ainda temos muito a melhorar, fico com medo de que a nossa sociedade não mude, podem ser mails de brincadeira, mas é na brincadeira que muitas vezes conceitos se afirmam e preconceitos se mantém... convido todos a refletirem sobre o assunto, vale a pena repassar tal conteúdo? vai agregar alguma coisa boa para alguém?? Pensem nos gays, deficientes... são todas pessoas normais, e todos merecem nosso respeito... o que muitas vezes não acontece em nossa sociedade...
Namastê...
Nicole (05/02/09)
Uma destas piadas contava sobre um rapaz que acordou pela manha e descobriu que estava com uma amnésia por conta de um acidente de carro, e assim ele foi se redescobrindo no decorrer do dia, descobriu que era vesgo após se olhar no espelho, que era argentino após olhar seu passaporte, que era paraplégico após olhar para a cadeira onde estava sentado, que era gay após seu namorado o chamar, e assim foi, descobriu tb que era desempregado, gago, careca, colorado, favelado, e assim foi, até seu namorado o chamar pra ir pra convenção do PT, e entao ele entrou em desespero.
Vcs já pararam para pensar na carga de preconceito que este tipo de piada carrega??
Sempre que eu recebo este tipo de piada respondo dizendo que não achei a minima graça, e as pessoas dizem que sou uma boba, pq era apenas uma piadinha. Minha opinião sobre o assunto:
Existem e-mails que podem ser de oposição ou discordância com meus pensamentos e filosofias, mas se tiverem conteúdo e nos fizerem refletir sobre este conteúdo tão valendo, quando forem só deboche, acho que só desagrega, não nos acrescentam em nada, apenas reafirmam mais e mais o preconceito nesta sociedade que já é difícil de se conviver e principalmente de se incluir as "diferenças"...
O caso é que mexe comigo mesmo...tenho minhas lutas... minhas crenças... lutas por inclusão, respeito entre as pessoas... e e-mails como estes as vezes são um choque pra mim pq penso que ainda temos muito a melhorar, fico com medo de que a nossa sociedade não mude, podem ser mails de brincadeira, mas é na brincadeira que muitas vezes conceitos se afirmam e preconceitos se mantém... convido todos a refletirem sobre o assunto, vale a pena repassar tal conteúdo? vai agregar alguma coisa boa para alguém?? Pensem nos gays, deficientes... são todas pessoas normais, e todos merecem nosso respeito... o que muitas vezes não acontece em nossa sociedade...
Namastê...
Nicole (05/02/09)
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
A vida sem amor... não tem sentido.
A vida sem amor... não tem sentido.
Luís Fernando Veríssimo
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem!
Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!
Amoooooo a Vida!! Jardim das delícias!!!!
Namastê.
Nic...
Luís Fernando Veríssimo
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem!
Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!
Amoooooo a Vida!! Jardim das delícias!!!!
Namastê.
Nic...
sábado, 10 de janeiro de 2009
Lembrete para 2009

O tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que,
infelizmente, nunca mais voltará.
Mário Quintana
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que,
infelizmente, nunca mais voltará.
Mário Quintana
Carpe diem... é o meu desejo a todos neste novo ano...
Namastê.
Nicole
sábado, 13 de dezembro de 2008
FELICIDADE!!!
Estou tão feliz!! É algo inenarrável!!rsss
Momentos de alegria, pessoas em minha vida, bons momentos no trabalho, na vida pessoal, sonhos realizados, um amor na minha vida, um time que só me dá alegrias, família, amigos, amor...
Tudo isto me faz feliz!!
Pensando na felicidade trouxe este texto para a apreciação de todos.
Que sejamos cada dia mais felizes, que a gente consiga fazer aqueles que nos cercam felizes também!! Que a gente ame e sorria em cada dia de nossa vidas!!
Obrigada a todos que estão presentes em minha vida!! Amo vocês!! Vocês me fazem feliz!!
Felicidade, que sensação é essa?
Por: Márcia Homem de Mello© - Ex Diretora Presidente ABRAPSMOL - Psicóloga e Psicodramatista
Dicionário:
Felicidade é qualidade ou estado de feliz; ventura, contentamento.
Feliz é o ser ditoso, afortunado, venturoso. Contente, alegre, satisfeito. Que denota, ou em que há alegria, satisfação, contentamento.
A conquista da felicidade vem no aprendizado diário de viver sabendo aceitar e expressar os desejos e sentimentos, construindo os próprios projetos de vida e empenhando-se para realizá-los.
Um sentimento que expressa de alguma forma, satisfação em ter uma necessidade saciada, um projeto realizado.
Compreender essa sensação, é saber individualizar no universo pessoal, pois o que é motivo de felicidade para uns, pode ser de infelicidade para outros. É um sentimento que pode diferenciar em cada instante tendo significados diferentes.
Depende de cada um, sabendo que só conta consigo mesmo para realizar seus desejos, vontades e projetos. A procura do auto conhecimento ajuda na transformação de desejos em vontade e da vontade em projeto de vida. Aprendendo a ser responsável pelas próprias escolhas, assumindo o sofrimento dos erros e fracassos e o gosto das conquistas e vitórias.
A teoria do psicodrama mostra que desenvolvendo respostas criativas e corajosas no sentido de expressar os seus sentimentos e de realizar a sua vontade própria, ajuda na busca dessa sensação. Construindo-se enquanto indivíduo, realizando e sentindo a felicidade.
Alguns aprenderam a não ter vontade própria. Só sabem realizar a vontade dos outros, projetos pelos outros, não têm suas próprias respostas, mostram-se carentes e inseguros. Só conseguem agir quando tem garantia, segurança e estabilidade do resultado.
Os acomodados, conformam-se com o porto seguro, na falsa certeza de não arriscar, porque a busca do desconhecido, é sempre arriscada e menos estática. E assim, vivem uma felicidade aparente, deixando de buscar e conhecer a sensação da felicidade pela vitória. São derrotados por si mesmo, deixando de assumir novos papeis, conformam-se com a monotonia.
Por não suportar a frustração pela derrota, por um objetivo não alcançado, por um sonho não realizado..., não compete, não tem objetivos, não sonha. Tem ainda aquele que inicia sua meta sendo um faxineiro, mas decide conquistar a presidência. E se consegue alcançar, na sua busca, a vice-presidência, já é motivo de frustração e infelicidade, por não ter chegado ao ponto mais alto.
Os invejosos destroem, menosprezam a vitória do outro, porque assim, deixam de olhar para si, e ver que para eles faltou a coragem e a força do outro.
A maneira de ser de muitos, é pura representação.
É muito bom que as pessoas saibam quem são, reconheçam sua vocação, sua capacidade, e não queiram vestir uma máscara, quando, na verdade, a vontade é de jogar tudo para o alto e tentar outra forma de vida.
Se o indivíduo conseguir identificar sua vocação e habilidade, buscar suas realizações com essa base conhecerá a sensação de ser feliz. Pessoas felizes chamam atenção, são admiradas, tem um brilho diferente.
Mas, isso não significa que enquanto é aplaudido, admirado e chama atenção, é feliz. Pode estar ai, a defesa contra uma auto avaliação. Contentar e agradar aos outros, não é o mesmo que agradar e contentar a si mesmo. A vocação e habilidade são individuais. Assim como a sensação de felicidade também é individual.
A felicidade plena e absoluta não existe. Também não existe receita, manual que possa dar garantia plena de viver 100% feliz.
A busca é por mais momentos e sensação de felicidade.
Descobrindo suas necessidades, suas metas, como e quando alcançá-las, saber reconhecer limite, respeitando e se fazendo respeitar, sabendo diferenciar você do outro, é um começo. E nessa busca, cabe a você criar a sua receita e escrever o seu manual, do que é a SUA sensação de felicidade.
Para Refletir:
"Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade." (Charles Chaplin)
"A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros." (Confúcio)
Momentos de alegria, pessoas em minha vida, bons momentos no trabalho, na vida pessoal, sonhos realizados, um amor na minha vida, um time que só me dá alegrias, família, amigos, amor...
Tudo isto me faz feliz!!
Pensando na felicidade trouxe este texto para a apreciação de todos.
Que sejamos cada dia mais felizes, que a gente consiga fazer aqueles que nos cercam felizes também!! Que a gente ame e sorria em cada dia de nossa vidas!!
Obrigada a todos que estão presentes em minha vida!! Amo vocês!! Vocês me fazem feliz!!
Felicidade, que sensação é essa?
Por: Márcia Homem de Mello© - Ex Diretora Presidente ABRAPSMOL - Psicóloga e Psicodramatista
Dicionário:
Felicidade é qualidade ou estado de feliz; ventura, contentamento.
Feliz é o ser ditoso, afortunado, venturoso. Contente, alegre, satisfeito. Que denota, ou em que há alegria, satisfação, contentamento.
A conquista da felicidade vem no aprendizado diário de viver sabendo aceitar e expressar os desejos e sentimentos, construindo os próprios projetos de vida e empenhando-se para realizá-los.
Um sentimento que expressa de alguma forma, satisfação em ter uma necessidade saciada, um projeto realizado.
Compreender essa sensação, é saber individualizar no universo pessoal, pois o que é motivo de felicidade para uns, pode ser de infelicidade para outros. É um sentimento que pode diferenciar em cada instante tendo significados diferentes.
Depende de cada um, sabendo que só conta consigo mesmo para realizar seus desejos, vontades e projetos. A procura do auto conhecimento ajuda na transformação de desejos em vontade e da vontade em projeto de vida. Aprendendo a ser responsável pelas próprias escolhas, assumindo o sofrimento dos erros e fracassos e o gosto das conquistas e vitórias.
A teoria do psicodrama mostra que desenvolvendo respostas criativas e corajosas no sentido de expressar os seus sentimentos e de realizar a sua vontade própria, ajuda na busca dessa sensação. Construindo-se enquanto indivíduo, realizando e sentindo a felicidade.
Alguns aprenderam a não ter vontade própria. Só sabem realizar a vontade dos outros, projetos pelos outros, não têm suas próprias respostas, mostram-se carentes e inseguros. Só conseguem agir quando tem garantia, segurança e estabilidade do resultado.
Os acomodados, conformam-se com o porto seguro, na falsa certeza de não arriscar, porque a busca do desconhecido, é sempre arriscada e menos estática. E assim, vivem uma felicidade aparente, deixando de buscar e conhecer a sensação da felicidade pela vitória. São derrotados por si mesmo, deixando de assumir novos papeis, conformam-se com a monotonia.
Por não suportar a frustração pela derrota, por um objetivo não alcançado, por um sonho não realizado..., não compete, não tem objetivos, não sonha. Tem ainda aquele que inicia sua meta sendo um faxineiro, mas decide conquistar a presidência. E se consegue alcançar, na sua busca, a vice-presidência, já é motivo de frustração e infelicidade, por não ter chegado ao ponto mais alto.
Os invejosos destroem, menosprezam a vitória do outro, porque assim, deixam de olhar para si, e ver que para eles faltou a coragem e a força do outro.
A maneira de ser de muitos, é pura representação.
É muito bom que as pessoas saibam quem são, reconheçam sua vocação, sua capacidade, e não queiram vestir uma máscara, quando, na verdade, a vontade é de jogar tudo para o alto e tentar outra forma de vida.
Se o indivíduo conseguir identificar sua vocação e habilidade, buscar suas realizações com essa base conhecerá a sensação de ser feliz. Pessoas felizes chamam atenção, são admiradas, tem um brilho diferente.
Mas, isso não significa que enquanto é aplaudido, admirado e chama atenção, é feliz. Pode estar ai, a defesa contra uma auto avaliação. Contentar e agradar aos outros, não é o mesmo que agradar e contentar a si mesmo. A vocação e habilidade são individuais. Assim como a sensação de felicidade também é individual.
A felicidade plena e absoluta não existe. Também não existe receita, manual que possa dar garantia plena de viver 100% feliz.
A busca é por mais momentos e sensação de felicidade.
Descobrindo suas necessidades, suas metas, como e quando alcançá-las, saber reconhecer limite, respeitando e se fazendo respeitar, sabendo diferenciar você do outro, é um começo. E nessa busca, cabe a você criar a sua receita e escrever o seu manual, do que é a SUA sensação de felicidade.
Para Refletir:
"Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade." (Charles Chaplin)
"A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros." (Confúcio)
sábado, 29 de novembro de 2008
COMEÇAR DE NOVO
Lendo um e-mail escrito por Luis Fernando Gigena, morador de SC / Itajaí ele citou a seguinte frase entre muitas outras...
"É hora de recomeçar, e talvez seja hora de recomeçar não só materialmente. Talvez seja uma boa oportunidade de renascer, de se reinventar e de crescer como ser humano.
Pelo menos é a minha hora, acredito."
E citou tb um poema escrito por um argentino numa grande enchente ocorrida a alguns anos atrás. Segue o poema...
COMEÇAR DE NOVO
Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa laje
Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério
Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires
Até que me deram abrigo e alimento
Eu tinha aversão a Judeus
Até darem remédios aos meus filhos
Eu adorava exibir a minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com hipotermia
Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas
Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar
Eu não lembrava os idosos
Até participar dos resgates
Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome
Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos
Eu não ouvia rádio
Até ser ela que manteve a minha energia
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias
Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos
Agora nem tanto
Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora
Eu não lembrava o nome de todos os estados
Agora guardo cada um no coração
Eu não tinha boa memória
Talvez por isso eu não lembre de todo mundo
Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele
É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio
Graças a Deus
Vamos começar de novo.
Anônimo
De minha parte, fico triste por tudo que aconteceu, mas ao mesmo tempo feliz por ver que ainda existe solidariedade e amor entre os seres humanos, diversas foram as formas de mobilização para tentar ajudar... acredito que esta é a nossa missão no mundo, ser feliz e ajudar aqueles que precisam... que estes momento tristes, sirvam tb para a gente rever nossos conceitos e valores... para vermos que unidos conseguimos ir muito longe...
Paz e luz a todos...
Nic
"É hora de recomeçar, e talvez seja hora de recomeçar não só materialmente. Talvez seja uma boa oportunidade de renascer, de se reinventar e de crescer como ser humano.
Pelo menos é a minha hora, acredito."
E citou tb um poema escrito por um argentino numa grande enchente ocorrida a alguns anos atrás. Segue o poema...
COMEÇAR DE NOVO
Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa laje
Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério
Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires
Até que me deram abrigo e alimento
Eu tinha aversão a Judeus
Até darem remédios aos meus filhos
Eu adorava exibir a minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com hipotermia
Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas
Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar
Eu não lembrava os idosos
Até participar dos resgates
Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome
Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos
Eu não ouvia rádio
Até ser ela que manteve a minha energia
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias
Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos
Agora nem tanto
Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora
Eu não lembrava o nome de todos os estados
Agora guardo cada um no coração
Eu não tinha boa memória
Talvez por isso eu não lembre de todo mundo
Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele
É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio
Graças a Deus
Vamos começar de novo.
Anônimo
De minha parte, fico triste por tudo que aconteceu, mas ao mesmo tempo feliz por ver que ainda existe solidariedade e amor entre os seres humanos, diversas foram as formas de mobilização para tentar ajudar... acredito que esta é a nossa missão no mundo, ser feliz e ajudar aqueles que precisam... que estes momento tristes, sirvam tb para a gente rever nossos conceitos e valores... para vermos que unidos conseguimos ir muito longe...
Paz e luz a todos...
Nic
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
A vida é simples assim...
A vida é simples assim...- Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas.
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência - diz o mestre.
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas.
Tão simples... mas esta é a vida... a experiência, o tempo, ensinamentos que vamos aprendendo dia a dia, a cada vivência, a cada erro...
Namastê.
Nic
sábado, 8 de novembro de 2008
O lenhador - Monja Coen
Um pequeno (nem tão pequeno) texto da Monja Coen.
Ontem (07.11) ela esteve em São Léo, nos abrilhantando com sua sabedoria, ensinamentos e sua tranquilidade... queria que muitas pessoas pudessem ter ouvido suas palavras... palavras que nos fazem refletir e nos transmitem muita paz, luz e amor...
Namastê...
Nicole

Ontem (07.11) ela esteve em São Léo, nos abrilhantando com sua sabedoria, ensinamentos e sua tranquilidade... queria que muitas pessoas pudessem ter ouvido suas palavras... palavras que nos fazem refletir e nos transmitem muita paz, luz e amor...
Namastê...
Nicole

O lenhador
Havia um lenhador que procurava pela árvore da paz. Ele a procurava nos lugares mais remotos, onde ser humano ainda não houvesse trilhado. Escalava as montanhas mais altas, pendurava-se à beira de grandes abismos. Há anos viajava o lenhador, passando por vários países, pedindo informações. Houve quem disse:
— Meu avô me contou que seu avô lhe contara que havia uma árvore assim. Era imensa, frondosa. As pessoas se sentavam à sua sombra e descansavam felizes, tranqüilas, em paz.
O lenhador experimentava várias árvores. Sentava-se à sua sombra, mas surgiam pensamentos, sons, imagens, nevoeiros. Surgiam guerras, massacres, dores, mortes, grandes desastres. Cabisbaixo se afastava e noutra região procurava.Foram se passando os anos. Seus cabelos embranqueceram. Suas sobrancelhas também.
Suas pernas já não eram tão fortes. O machado fora trocado por um cajado. Mas não desistira da empreitada. Por toda a Terra caminhava, perguntando a toda gente, esperando que alguém, que alguma coisa lhe levasse à árvore tão almejada.
Um certo dia parou, cansado e pensativo. Será que era fantasia, que na verdade não existia essa árvore da Paz? Encostou-se num tronco qualquer, apoiando-se no braço para que os passantes não vissem que chorava de cansaço. As lágrimas foram caindo no terreno seco e árido. Soluçava nosso amigo, da procura de uma vida. Mesmo se a encontrasse agora como poderia levar suas sementes a tantas e tantas gentes?
Correra o mundo, é verdade. Estava a poucos passos da cidade de onde saíra, jovem e bem disposto, confiante que encontraria a legendária árvore que tudo transformaria. Tinha se tornado impossível viver como todos viviam. Roubavam e mentiam, medrosos se escondiam dos mais fortes, temerosos. Alguns ricaços gorduchos, panças inchadas de tanto luxo. Outros magros, arqueados, de fome morrendo dobrados. Havia os roncos medonhos de aviões tenebrosos, lançando bombas que em sangue marcavam o território. Havia a disputa mesquinha, que levava ao preconceito e à discriminação. Crianças eram abusadas, maltratadas, empregadas a pedir esmolas por jogar algumas bolas nas esquinas de quem tinha muito para dar e nada dava.
Ele era um lenhador, saído dos contos de fadas, das histórias mais antigas de aventuras e justiça, de verdades que são ditas e transformam realidades. Crescera sonhando um dia poder tudo revirar para que a paz retornasse ao seu lar e a de seus amigos, vizinhos, conhecidos e até mesmo de estranhos que estranhamente se comportavam...
Caminhara e caminhara. Ouvira histórias fantásticas, daquele homem da Índia que conseguira mudanças sem guerras, sem violências, no respeito e na decência. Mahatma Gandhi. Bom demais pensou quando menino lendo de sua história. Foi colocando na sacola os livros, os sonhos, a esperança. Na Índia também houvera o Buda Sagrado, que predissera que um dia tudo se transformaria. As pessoas confiavam que se seguissem seus ensinamentos haveria compaixão e sabedoria suprema. Logo a ternura se espalharia e todos se ajudariam como bons irmãos.
Cada lágrima dos olhos do ancião fazia brotar na terra um verde inesperado.
Teria sido por tudo e por todos, abandonado?
Mas de dentro dele surgiu uma força incomensurável. “Nada é impossível. Haverei de conseguir encontrar o fruto dessa árvore de paz, a semente da verdade.”
Ainda de olhos molhados, sentou-se ofegante. Tocou a terra coberta de grama nova, macia. Encostou-se no tronco forte e sem perceber, meditava.
No que se seguia lembrou-se do próprio Buda, que vivera na Índia por volta do século VI antes de Cristo, e a todos amavelmente sorria. Monges e monjas, pessoas de todas classes, castas, feições, cores, etnias. A todos Buda pregava dizendo dos venenos perigosos que matam a paz, a felicidade, a alegria.
O primeiro é a ganância. Quero e quero sem parar. Por mais que tenha sempre quero mais. Seja amor de minha mãe, atenção do professor, seja doce, sejam roupas, sejam carinhos, sejam diversões. Seja dinheiro, seja fama, seja luxo, sejam armas, seja amor. Dessa ganância vão surgindo ciúmes, ressentimentos, más ações e pensamentos. Logo faz algo errado, perde a paz, a tranqüilidade. Vive sedento de tudo e nada traz felicidade. Só o que cura esse mal é a doação, o entregar-se, o dar invés de cobrar.
O segundo é a raiva, danada de se conter. Enfurece por amor, por ódio e até por prazer. Parece que a pessoa passa a achar bonito quem fica furioso. Chega até a dizer que é “personalidade forte”. Na verdade são seres para serem apiedados, pois não conseguem, coitados, transformar a indignação em suave compaixão.
Compaixão significa saber o que o outro sente, compartilhar das tristezas, das dores das amarguras e fazer trabalho lindo de recuperar as criaturas. Porque sente com. Porque sente junto. Nós não rimos quando alguém conta uma coisa engraçada? Não choramos com filmes, histórias, foto, situações? Quando sabemos de alguém sofrendo queremos ajudar. A compaixão é natural, se formos naturais.
O terceiro veneno é a ignorância. Ignorância significa afastar-se da verdade. Estar dividido, partido, sem saber mais que somos uma só vida em movimento. Somos um só corpo universal se transformando constantemente. No que mexemos aqui, lá do outro lado repercute. Essa ignorância não é apenas falta de estudos. É falta de contato com o Sagrado, com a Essência de tudo.
Seu antídoto infalível é a Sabedoria Completa. O resultado de tudo é a árvore da Paz florindo e cobrindo o mundo.
Havia um lenhador que procurava pela árvore da paz. Ele a procurava nos lugares mais remotos, onde ser humano ainda não houvesse trilhado. Escalava as montanhas mais altas, pendurava-se à beira de grandes abismos. Há anos viajava o lenhador, passando por vários países, pedindo informações. Houve quem disse:
— Meu avô me contou que seu avô lhe contara que havia uma árvore assim. Era imensa, frondosa. As pessoas se sentavam à sua sombra e descansavam felizes, tranqüilas, em paz.
O lenhador experimentava várias árvores. Sentava-se à sua sombra, mas surgiam pensamentos, sons, imagens, nevoeiros. Surgiam guerras, massacres, dores, mortes, grandes desastres. Cabisbaixo se afastava e noutra região procurava.Foram se passando os anos. Seus cabelos embranqueceram. Suas sobrancelhas também.
Suas pernas já não eram tão fortes. O machado fora trocado por um cajado. Mas não desistira da empreitada. Por toda a Terra caminhava, perguntando a toda gente, esperando que alguém, que alguma coisa lhe levasse à árvore tão almejada.
Um certo dia parou, cansado e pensativo. Será que era fantasia, que na verdade não existia essa árvore da Paz? Encostou-se num tronco qualquer, apoiando-se no braço para que os passantes não vissem que chorava de cansaço. As lágrimas foram caindo no terreno seco e árido. Soluçava nosso amigo, da procura de uma vida. Mesmo se a encontrasse agora como poderia levar suas sementes a tantas e tantas gentes?
Correra o mundo, é verdade. Estava a poucos passos da cidade de onde saíra, jovem e bem disposto, confiante que encontraria a legendária árvore que tudo transformaria. Tinha se tornado impossível viver como todos viviam. Roubavam e mentiam, medrosos se escondiam dos mais fortes, temerosos. Alguns ricaços gorduchos, panças inchadas de tanto luxo. Outros magros, arqueados, de fome morrendo dobrados. Havia os roncos medonhos de aviões tenebrosos, lançando bombas que em sangue marcavam o território. Havia a disputa mesquinha, que levava ao preconceito e à discriminação. Crianças eram abusadas, maltratadas, empregadas a pedir esmolas por jogar algumas bolas nas esquinas de quem tinha muito para dar e nada dava.
Ele era um lenhador, saído dos contos de fadas, das histórias mais antigas de aventuras e justiça, de verdades que são ditas e transformam realidades. Crescera sonhando um dia poder tudo revirar para que a paz retornasse ao seu lar e a de seus amigos, vizinhos, conhecidos e até mesmo de estranhos que estranhamente se comportavam...
Caminhara e caminhara. Ouvira histórias fantásticas, daquele homem da Índia que conseguira mudanças sem guerras, sem violências, no respeito e na decência. Mahatma Gandhi. Bom demais pensou quando menino lendo de sua história. Foi colocando na sacola os livros, os sonhos, a esperança. Na Índia também houvera o Buda Sagrado, que predissera que um dia tudo se transformaria. As pessoas confiavam que se seguissem seus ensinamentos haveria compaixão e sabedoria suprema. Logo a ternura se espalharia e todos se ajudariam como bons irmãos.
Cada lágrima dos olhos do ancião fazia brotar na terra um verde inesperado.
Teria sido por tudo e por todos, abandonado?
Mas de dentro dele surgiu uma força incomensurável. “Nada é impossível. Haverei de conseguir encontrar o fruto dessa árvore de paz, a semente da verdade.”
Ainda de olhos molhados, sentou-se ofegante. Tocou a terra coberta de grama nova, macia. Encostou-se no tronco forte e sem perceber, meditava.
No que se seguia lembrou-se do próprio Buda, que vivera na Índia por volta do século VI antes de Cristo, e a todos amavelmente sorria. Monges e monjas, pessoas de todas classes, castas, feições, cores, etnias. A todos Buda pregava dizendo dos venenos perigosos que matam a paz, a felicidade, a alegria.
O primeiro é a ganância. Quero e quero sem parar. Por mais que tenha sempre quero mais. Seja amor de minha mãe, atenção do professor, seja doce, sejam roupas, sejam carinhos, sejam diversões. Seja dinheiro, seja fama, seja luxo, sejam armas, seja amor. Dessa ganância vão surgindo ciúmes, ressentimentos, más ações e pensamentos. Logo faz algo errado, perde a paz, a tranqüilidade. Vive sedento de tudo e nada traz felicidade. Só o que cura esse mal é a doação, o entregar-se, o dar invés de cobrar.
O segundo é a raiva, danada de se conter. Enfurece por amor, por ódio e até por prazer. Parece que a pessoa passa a achar bonito quem fica furioso. Chega até a dizer que é “personalidade forte”. Na verdade são seres para serem apiedados, pois não conseguem, coitados, transformar a indignação em suave compaixão.
Compaixão significa saber o que o outro sente, compartilhar das tristezas, das dores das amarguras e fazer trabalho lindo de recuperar as criaturas. Porque sente com. Porque sente junto. Nós não rimos quando alguém conta uma coisa engraçada? Não choramos com filmes, histórias, foto, situações? Quando sabemos de alguém sofrendo queremos ajudar. A compaixão é natural, se formos naturais.
O terceiro veneno é a ignorância. Ignorância significa afastar-se da verdade. Estar dividido, partido, sem saber mais que somos uma só vida em movimento. Somos um só corpo universal se transformando constantemente. No que mexemos aqui, lá do outro lado repercute. Essa ignorância não é apenas falta de estudos. É falta de contato com o Sagrado, com a Essência de tudo.
Seu antídoto infalível é a Sabedoria Completa. O resultado de tudo é a árvore da Paz florindo e cobrindo o mundo.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Um novo mundo!!
Este video é muito legal... para fazer a gente refletir um pouco sobre o mundo que queremos e o nosso papel para tornar as coisas diferentes... Cada um deve fazer a sua parte também no que diz respeito ao meio ambiente... Um novo mundo é possível sim!!!
Namastê...
Nic...
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Eu te amo sabia?

Que bonitinho o texto...
E que coisa mais boa é amar...
T.A sabia??
EU TE AMO SABIA? (Paulo Fuentes)
Engraçado, eu te amo, sabia?
Mas engraçado por que?
Não é tão simples amar!
Talvez eu ache engraçado esse seu jeitinho que me faz de repente.
Eu não te entendo, sabia?
Mas talvez nem eu me entendo!
Não sei se é porque te amo e não sou amado...mas o que importa?
o Sol aquece e não é aquecido!
Você é linda, sabia?
Linda, mas como é ser linda?
É ser como a Primavera que ignora seu encanto,
é ser como a rosa que ignora seu perfume...é ser como você!
E como é você?
É simples como um sorriso, humilde como a prece!
Você me dá felicidade, sabia?
Felicidade... mas o que é felicidade?
É esse seu sorriso lindo, é essa sua voz que me dá vida!
Foi um dia te encontrar e te amar!
Mas, por que te amo?
É porque meu coração palpita quando te vê,
é porque meus olhos procuram os seus,
é porque minhas mão ficam frias e só se aquecem com as suas,
é porque o sorriso só reina em meus lábios quando tenho você,
é porque te amar é viver!
E é por isso que estou vivo!!!
E como é viver?
É ter esperança que um dia vai me amar,
é ter a luz do teu olhar,
enfim, viver é te amar!
E o que é Amar?
É sentir uma ternura infinita,
é sentir ser o cravo mais bonito,
é sentir ser sublime como a prece,
é sentir ser puro como as nuvens,
é sentir-se suave como a brisa,
é sentir-se lindo como o céu...
é sentir você em meu coração!
Eu estou chorando, sabia?
Chorando, mas por que?
Porque estou feliz!
E quem está feliz chora?
Chora sim!
E por que estou feliz?
É porque eu te amo
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
O amor que choveu
Texto bem fofo... Que recebi de uma pessoinha linda e especial... Neste dia também especial..."sinto o gosto de um amor tão grande"...
O amor que choveu
( Antônio Prata)
" Era uma vez um menino que amava demais. Amava tanto, mas tanto, que o amor nem cabia dentro dele. Saía pelos olhos, brilhando, pela boca, cantando, pelas pernas, tremendo, pelas mãos, suando. (Só pelo umbigo é que não saía: o nó ali é tão bem dado que nunca houve um só que tenha soltado). O menino sabia que o único jeito de resolver a questão era dando o amor à menina que amava. Mas como saber o que ela achava dele? Na classe, tinha mais quinze meninos. Na escola, trezentos. No mundo, vai saber, uns dois bilhões? Como é que ia acontecer de a menina se apaixonar justo por ele, que tinha se apaixonado por ela? O menino tentou trancar o amor numa mala, mas não tinha como: nem sentando em cima o zíper fechava. Resolveu então congelar, mas era tão quente, o amor, que fundiu o freezer, queimou a tomada, derrubou a energia do prédio, do quarteirão e logo o menino saiu andando pela cidade escura ― só ele brilhando nas ruas, deixando pegadas deStar Fix por onde pisava. O que é que eu faço? ― perguntou ao prefeito, ao amigo, ao doutor e a um pessoalzinho que passava a vida sentado em frente ao posto de gasolina.Fala pra ela! ― diziam todos, sem pensar duas vezes, mas ele não tinha coragem. E se ela não o amasse? E se não aceitasse todo o amor que ele tinha pra dar? Ele ia murchar que nem uva passa, explodir como bexiga echorar até 31 de dezembro de 2978. Tomou então a decisão: iria atirar seu amor ao mar. Um polvo que se agarrasse a ele ― se tem oito braços para os abraços, por que não quatro corações, para as suas paixões? Ele é que não dava conta, era só um menino, com apenas duas mãos e o maior sentimento do mundo. Foi até a beira da praia e, sem pensar duas vezes, jogou. O que o menino não sabia era que seu amor era maior do que o mar. E o amor do menino fez o oceano evaporar. Elechorou, chorou e chorou, pela morte do mar e de seu grande amor. Até que sentiu uma gota na ponta do nariz. Depois outra, na orelha e mais outra, no dedão do pé. Era o mar, misturado ao amor do menino, que chovia do Saara à Belém, de Meca à Jerusalém. Choveu tanto que acabou molhando a menina que o menino amava. E assim que a água tocou sua língua, ela saiu correndo para a praia, pois já fazia meses que sentia o mesmo gosto, o gosto de um amor tão grande, mas tão grande, que já nem cabia dentro dela.
O amor que choveu
( Antônio Prata)
" Era uma vez um menino que amava demais. Amava tanto, mas tanto, que o amor nem cabia dentro dele. Saía pelos olhos, brilhando, pela boca, cantando, pelas pernas, tremendo, pelas mãos, suando. (Só pelo umbigo é que não saía: o nó ali é tão bem dado que nunca houve um só que tenha soltado). O menino sabia que o único jeito de resolver a questão era dando o amor à menina que amava. Mas como saber o que ela achava dele? Na classe, tinha mais quinze meninos. Na escola, trezentos. No mundo, vai saber, uns dois bilhões? Como é que ia acontecer de a menina se apaixonar justo por ele, que tinha se apaixonado por ela? O menino tentou trancar o amor numa mala, mas não tinha como: nem sentando em cima o zíper fechava. Resolveu então congelar, mas era tão quente, o amor, que fundiu o freezer, queimou a tomada, derrubou a energia do prédio, do quarteirão e logo o menino saiu andando pela cidade escura ― só ele brilhando nas ruas, deixando pegadas deStar Fix por onde pisava. O que é que eu faço? ― perguntou ao prefeito, ao amigo, ao doutor e a um pessoalzinho que passava a vida sentado em frente ao posto de gasolina.Fala pra ela! ― diziam todos, sem pensar duas vezes, mas ele não tinha coragem. E se ela não o amasse? E se não aceitasse todo o amor que ele tinha pra dar? Ele ia murchar que nem uva passa, explodir como bexiga echorar até 31 de dezembro de 2978. Tomou então a decisão: iria atirar seu amor ao mar. Um polvo que se agarrasse a ele ― se tem oito braços para os abraços, por que não quatro corações, para as suas paixões? Ele é que não dava conta, era só um menino, com apenas duas mãos e o maior sentimento do mundo. Foi até a beira da praia e, sem pensar duas vezes, jogou. O que o menino não sabia era que seu amor era maior do que o mar. E o amor do menino fez o oceano evaporar. Elechorou, chorou e chorou, pela morte do mar e de seu grande amor. Até que sentiu uma gota na ponta do nariz. Depois outra, na orelha e mais outra, no dedão do pé. Era o mar, misturado ao amor do menino, que chovia do Saara à Belém, de Meca à Jerusalém. Choveu tanto que acabou molhando a menina que o menino amava. E assim que a água tocou sua língua, ela saiu correndo para a praia, pois já fazia meses que sentia o mesmo gosto, o gosto de um amor tão grande, mas tão grande, que já nem cabia dentro dela.
domingo, 14 de setembro de 2008
Quem dobrou teu pára-quedas hoje?
Lindo texto para reflexão... para que a gente veja que não somos independentes...mas sim seres interdependentes... cada ser humano, cada fato tem seu papel em nossa vida e cada um de nós, sua missão na busca por um mundo melhor...
Paz e luz!!!
Quem dobrou teu pára-quedas hoje?
Charles Plumb, era piloto de um bombardeiro na guerra do Vietnã.
Depois de muitas missões de combate, seu avião foi derrubado por um míssil.
Plumb saltou de pára-quedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita. Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisséia e o que aprendera na prisão.
Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem: “Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?”
“Sim, como sabe?”, perguntou Plumb.
“Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?”
Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu: “Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje.”
Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se: “Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse Bom Dia? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro.”
Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando os fios de seda de vários pára-quedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia.
Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à sua platéia: “Quem dobrou teu pára-quedas hoje?”.
Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. Precisamos de muitos pára-quedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e até um espiritual.
Às vezes, nos desafios que a vida nos apresenta diariamente, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante e as pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido.
Deixamos de saudar, de agradecer, de felicitar alguém, ou ainda simplesmente de dizer algo amável.
Hoje, esta semana, este ano, cada dia, procura dar-te conta de quem prepara teu pára-quedas, e agradece-lhe.
Lembre-se: às vezes as coisas mais importantes da vida dependem apenas de ações simples. Só um telefonema, um sorriso, um agradecimento, um Gosto de Você, um Te Amo.
Paz e luz!!!
Quem dobrou teu pára-quedas hoje?
Charles Plumb, era piloto de um bombardeiro na guerra do Vietnã.
Depois de muitas missões de combate, seu avião foi derrubado por um míssil.
Plumb saltou de pára-quedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita. Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisséia e o que aprendera na prisão.
Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem: “Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?”
“Sim, como sabe?”, perguntou Plumb.
“Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?”
Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu: “Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje.”
Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se: “Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse Bom Dia? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro.”
Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando os fios de seda de vários pára-quedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia.
Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à sua platéia: “Quem dobrou teu pára-quedas hoje?”.
Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. Precisamos de muitos pára-quedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e até um espiritual.
Às vezes, nos desafios que a vida nos apresenta diariamente, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante e as pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido.
Deixamos de saudar, de agradecer, de felicitar alguém, ou ainda simplesmente de dizer algo amável.
Hoje, esta semana, este ano, cada dia, procura dar-te conta de quem prepara teu pára-quedas, e agradece-lhe.
Lembre-se: às vezes as coisas mais importantes da vida dependem apenas de ações simples. Só um telefonema, um sorriso, um agradecimento, um Gosto de Você, um Te Amo.
sábado, 6 de setembro de 2008
Questão de princípio
Este é o certo... que a gente pense antes de sair falando coisas como forma de reação... palavras proferidas as vezes são esquecidas por quem fala...mas nem sempre por quem ouve...
E como diria um pensamento budista:
"Se vc tem um problema e pode resolve-lo, não se preocupe, vc pode resolve-lo. Se vc tem um problema e não pode resolve-lo, não se preocupe, vc não pode resolve-lo"
Ficar matutando problemas ou criando futuros problemas em nossas cabeças só nos desgasta, ficamos tentando carregar tudo nas costas enquanto poderiamos estar levinhos, vivendo e sorrindo.
Que a gente aprenda a viver... levinhos...curtindo o bom da vida.
Namastê...
E como diria um pensamento budista:
"Se vc tem um problema e pode resolve-lo, não se preocupe, vc pode resolve-lo. Se vc tem um problema e não pode resolve-lo, não se preocupe, vc não pode resolve-lo"
Ficar matutando problemas ou criando futuros problemas em nossas cabeças só nos desgasta, ficamos tentando carregar tudo nas costas enquanto poderiamos estar levinhos, vivendo e sorrindo.
Que a gente aprenda a viver... levinhos...curtindo o bom da vida.
Namastê...
O PRINCÍPIO 90 / 10 - Stephen Covey
Que princípio é este? Os 10% da vida estão relacionados com o que se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como você reage ao que se passa com você. O que isto quer dizer? Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos sucede. Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase, que o semáforo fique no vermelho. Mas, você é quem determinará os outros 90%. Como? Com sua reação.
Exemplo: você está tomando o café da manhã com sua família. Sua filha, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca de trabalho. Você não tem controle sobre isto. O que acontecerá em seguida será determinado por sua reação. Então, você se irrita. Repreende severamente sua filha e ela começa a chorar. Você censura sua esposa por ter colocado a xícara muito na beirada da mesa. E tem prosseguimento uma batalha verbal. Contrariado e resmungando, você vai mudar de camisa. Quando volta, encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o ônibus para a escola. Sua esposa vai pro trabalho, também contrariada. Você tem de levar sua filha, de carro, pra escola. Como está atrasado, dirige em alta velocidade e é multado. Depois de 15 min. de atraso, uma discussão com o guarda de trânsito e uma multa, vocês chegam à escola, onde sua filha entra, sem se despedir de você. Ao chegar atrasado ao escritório, você percebe que esqueceu de sua maleta. Seu dia começou mal e parece que ficará pior. Você fica ansioso pro dia acabar e quando chega em casa, sua esposa e filha estão de cara fechada, em silêncio e frias com você.
Por quê? Por causa de sua reação ao acontecido no café da manhã. Pense: por quê seu dia foi péssimo?
A) por causa do café?
B) por causa de sua filha?
C) por causa de sua esposa?
D) por causa da multa de trânsito?
E) por sua causa?
A resposta correta é a E. Você não teve controle sobre o que aconteceu com o café, mas o modo como você reagiu naqueles 5 minutos foi o que deixou seu dia ruim. O café cai na sua camisa. Sua filha começa a chorar. Então, você diz a ela, gentilmente: "está bem, querida, você só precisa ter mais cuidado". Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, você volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus. Dá um sorriso e ela retribui, dando adeus com a mão. Notou a diferença? Duas situações iguais, que terminam muito diferente. Por quê? Porque os outros 90% são determinados por sua reação.
Aqui temos um exemplo de como aplicar o Princípio 90/10. Se alguém diz algo negativo sobre você, não leve a sério, não deixe que os comentários negativos te afetem. Reaja apropriadamente e seu dia não ficará arruinado. Como reagir a alguém que te atrapalha no trânsito? Você fica transtornado? Golpeia o volante? Xinga? Sua pressão sobe? O que acontece se você perder o emprego? Por quê perder o sono e ficar tão chateado? Isto não funcionará. Use a energia da preocupação para procurar outro trabalho. Seu vôo está atrasado, vai atrapalhar a sua programação do dia. Por quê manifestar frustração com o funcionário do aeroporto? Ele não pode fazer nada. Use seu tempo para estudar, conhecer os outros passageiros. Estressar-se só piora as coisas.
Agora que você já conhece o Princípio 90/10, utilize-o. Você se surpreenderá com os resultados e não se arrependerá de usá-lo. Milhares de pessoas estão sofrendo de um stress que não vale a pena, sofrimentos, problemas e dores de cabeça. Todos devemos conhecer e praticar o Princípio 90/10.
Pode mudar a sua vida!
terça-feira, 2 de setembro de 2008
PESSOAS INTERESSANTES TEM FALHAS
PESSOAS INTERESSANTES TEM FALHAS
Martha Medeiros
Uma das coisas que fascinam na cidade de San Francisco é ela estarlocalizada sobre a falha de San Andreas, que provoca pequenos abalossísmicos de vez em quando e grandes terremotos de tempos em tempos. Você está muito faceiro caminhando pela cidade, e de uma hora para outrapode perder o chão, ver tudo sair do lugar, ficar tontinho,tontinho. Épouco provável que vá acontecer justo quando você estiver lá, mas existe apossibilidade, e isso amedronta, mas, ao mesmo tempo excita, vai dizer quenão?
Assim também são as pessoas interessantes: TÊM FALHAS. Pessoas perfeitas são como Viena, uma cidade linda, limpa, onde tudo funciona e você quase morre de tédio. Pessoas, como cidades, não precisam ser excessivamente bonitas. É fundamental que tenham sinais de expressão no rosto, um nariz com personalidade, um vinco na testa que as caracterize.Pessoas, como cidades, precisam ser limpas, mas, não ao ponto de não possuírem máculas. É preciso suar na hora do cansaço, é preciso ter um cheiro próprio, uma camiseta velha para dormir, um jeans quase transparentede tanto que foi usado, um batom que escapou dos lábios depois de um beijo,um rímel que borrou um pouquinho quando você chorou.
Pessoas, como cidades, têm que funcionar, mas não podem ser previsíveis. DE VEZ EM QUANDO, sem abusar muito da licença, devem ser INSENSATAS,ligeiramente PASSIONAIS, demonstrar um CERTO DESATINO, ir contra alguns prognósticos, COMETER ERROS de julgamento e pedir desculpas depois, PEDIR DESCULPAS SEMPRE, para poder ter crédito e errar outra vez.
Pessoas, como cidades, devem dar vontade de visitar, devem satisfazer nossa necessidade de viver momentos sublimes, devem ser calorosas, ser generosase abrir suas portas, devem nos fazer querer voltar, porém não devem nos deixar 100% seguros, nunca. Uma pequena dose de apreensão e cuidado devem provocar. Nunca deve-se deixar os outros esquecerem que pessoas, assim como cidades, têm RACHADURAS INTERNAS, portanto podem surpreender. Falhas. Agradeça as suas, que é o que HUMANIZA você, e nos FASCINA.
Martha Medeiros
Uma das coisas que fascinam na cidade de San Francisco é ela estarlocalizada sobre a falha de San Andreas, que provoca pequenos abalossísmicos de vez em quando e grandes terremotos de tempos em tempos. Você está muito faceiro caminhando pela cidade, e de uma hora para outrapode perder o chão, ver tudo sair do lugar, ficar tontinho,tontinho. Épouco provável que vá acontecer justo quando você estiver lá, mas existe apossibilidade, e isso amedronta, mas, ao mesmo tempo excita, vai dizer quenão?
Assim também são as pessoas interessantes: TÊM FALHAS. Pessoas perfeitas são como Viena, uma cidade linda, limpa, onde tudo funciona e você quase morre de tédio. Pessoas, como cidades, não precisam ser excessivamente bonitas. É fundamental que tenham sinais de expressão no rosto, um nariz com personalidade, um vinco na testa que as caracterize.Pessoas, como cidades, precisam ser limpas, mas, não ao ponto de não possuírem máculas. É preciso suar na hora do cansaço, é preciso ter um cheiro próprio, uma camiseta velha para dormir, um jeans quase transparentede tanto que foi usado, um batom que escapou dos lábios depois de um beijo,um rímel que borrou um pouquinho quando você chorou.
Pessoas, como cidades, têm que funcionar, mas não podem ser previsíveis. DE VEZ EM QUANDO, sem abusar muito da licença, devem ser INSENSATAS,ligeiramente PASSIONAIS, demonstrar um CERTO DESATINO, ir contra alguns prognósticos, COMETER ERROS de julgamento e pedir desculpas depois, PEDIR DESCULPAS SEMPRE, para poder ter crédito e errar outra vez.
Pessoas, como cidades, devem dar vontade de visitar, devem satisfazer nossa necessidade de viver momentos sublimes, devem ser calorosas, ser generosase abrir suas portas, devem nos fazer querer voltar, porém não devem nos deixar 100% seguros, nunca. Uma pequena dose de apreensão e cuidado devem provocar. Nunca deve-se deixar os outros esquecerem que pessoas, assim como cidades, têm RACHADURAS INTERNAS, portanto podem surpreender. Falhas. Agradeça as suas, que é o que HUMANIZA você, e nos FASCINA.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Soneto do teu corpo

Duas músiquinhas boas...a primeira da Mart'nália e a outra da Vanessa da Mata...
Namastê...
Soneto do Teu Corpo
Mart'nália
Composição: Leoni/Moska
Mart'nália
Composição: Leoni/Moska
Eu juro, eu juro
Eu juro, eu juro
Juro beijar teu corpo sem descanso
Como quem sai sem rumo pra viagem
Vou te cruzar sem mapa, nem bagagem
Quero inventar a estrada enquanto avanço
Beijo teus pés
Me perco entre os teus dedos
Luzes ao norte
Pernas são estradas
Onde meus lábios correm a madrugada
Pra de manhã chegar aos teus segredos
Vivo em teus bosques
Bebo em teus rios
Entre teus montes
Vales escondidos
Eu faço fogueira, choro, canto e danço
Línguas de lua
Varrem tua nuca
Línguas de sol
Percorrem tuas ruas
Eu juro beijar teu corpo
Eu juro beijar teu corpo
Eu juro beijar teu corpo
Sem descanso
Amado
Vanessa Da Mata
Como pode ser gostar de alguém
Vanessa Da Mata
Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você
domingo, 17 de agosto de 2008
O primeiro encontro

Pois hoje estou pensando nos encontros... afinal, relembrar é viver...rsss...
E como diria Pablo Neruda: " E aquela vez foi como nunca e sempre: vamos ali onde não espera nada e achamos tudo o que está esperando".
Acredito que nesta vida tudo acontece em sua hora, o mundo gira, gira, e as coisas acontecem bem no momento certo... na sua hora certa...
Que tenhamos todos nossos encontros na vida...e que sejamos felizes com cada um deles...
O texto a seguir é do livro Tempo de Delicadeza...
Namastê...
O PRIMEIRO ENCONTRO
Affonso Romano de Sant'Anna
Iam se encontrar como se fossem a um campo de tulipas.
Iam se encontrar como o equilibrista em cima de um fio, longe do chão, sem rede de amparo.
iam se encontrar como um navegante, um desbravador, chegando a um continente desconhecido e desejado.
Então, já que iam se encontrar começaram a se preparar como só se preparam as ondas quando à areia vão chegar. Puseram-se a pré-sentir o momento do encontro, intensificando os sinais trocados como o piloto emite sinais de aproximação atento ao radar.
Este não era um encontro qualquer, senão o primeiro. E o primeiro encontro, eu lhes digo, exige arte maior. Por isto, sendo adultos, pareciam ter dezesseis anos, ou qualquer idade em que o primeiro encontro se dá.
Imaginem um ansioso casal de namorados que a cada ponto da estrada, a cada quilometro que cada um avançasse na direção um do outro, parasse para telefonar, mandar telegrama, ou qualquer tipo de aceno eletronico ou primitivo, acenos ou sinais que indicassem veja, avancei tantos metros-e-quilômetros, estou mais próximo, em breve vou te tocar.
Sabe aqueles casais que quando se separam ao viajar largam pelas gavetas do outro, em meio às roupas do outro, nos seus cadernos e agendas uma porção de recados amorosos, para que a parte que ficou povoe de ternas lembranças a ausência deixada?
Pois os que vão ao primeiro encontro também querem pavimentar o caminho do encontrar. E nisto às vezes aplicam tal esmero, que até parece que estão mais interessados no pré-encontro que no encontrar.
Eles têm algo secreto que ninguém vai detectar. Na verdade, se parecem a essas galáxias que avançam a trezentos mil quilometros por segundo ao nosso encontro, e nem por isto são notadas pelos simples mortais.
Eles dialogam com o invisível e com o imponderável. Com a alma silvestre, colhem flores inexistentes no asfalto e veêm ternura na rispidez dos edifícios.
Não pisam o chão dos demais. Na verdade, caminhavam já noutra dimensão.
A carga do primeiro encontro, eu lhes digo, às vezes é quase insuportável. Só quem tem asas de anjo pode transportá-la.
Aqueles que estão indo para o primeiro encontro tomam tenso e milimétrico cuidado. Continuam colhendo tulipas, estudando a carta de marear e equilibrando-se no abismo. Mas sabem que o primeiro descuido pode desvia-los do que seria a colheita das primícias.
O desejavel é que o primeiro encontro fluísse com a naturalidade que só tem aqueles que já se encontraram cem vezes. Mas para se encontrarem cem vezes, eles sabem, é necessário transpor, construir esse primeiro e incontornável encontro.
O poeta dizia que a vida é a arte do encontro embora haja tantos desencontros. Pois há também a sutil arte do primeiro encontro. E o primeiro encontro é tão complexo e interminável, que devemos admitir que ele pode se dar do décimo quinto encontroou trinta anos depois. Podem , estranhamente, os desencontros anteriores terem sido o esboço do autêntico encontro, que quando ocorre é ineludível.
O ideal é que todo encontro fosse o primeiro encontro. E que se parecesse àquela coisa dos andróginos, aquelas duas partes de um ser que andaram se buscando exiladas por aí, até que um dia se abraçaram, se fundiram para nunca mais.
Quando uma pessoa parte para o primeiro encontro em vão vai se indagando: "Que presente te dar?". Todos os presentes parecem precários, fugazes, imcompletos. Porque é imensurável o que cada um quer receber e o quanto se quer dar.
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